Alunos do IF Sudeste promovem beijaço

Estudantes protestaram contra a homofobia
Alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF Sudeste), campus Juiz de Fora, organizaram nesta quinta-feira (14) uma manifestação contra a homofobia. Os jovens realizaram um beijaço dentro da instituição com o objetivo de chamar a atenção da comunidade escolar para o preconceito cotidiano enfrentado por aqueles que assumem a homossexualidade. Com panfletos, cartazes e um megafone, os estudantes se concentraram em uma área externa e terminaram o ato com beijos de diversos casais, heterossexuais e homossexuais.
"Estamos aqui para defender a liberdade sexual e contamos com o apoio do grêmio escolar e da Assembleia Nacional de Estudante Livre (Anel). Ainda não nos sentimos à vontade para mostrar nosso afeto e, diariamente, somos alvo de piadas e repressão", comentou o participante e estudante do IF Sudeste Pedro Campos. A manifestação, que não havia sido comunicada à instituição, chamou a atenção de vários outros alunos, que pararam para observar. Alguns acharam a atitude legítima. "Eles tiveram muita coragem para fazer isso. É direito de todos se manifestar. Somos todos iguais", comentou Lauriane Salgueiro, 15 anos. "Cada um faz o que quiser", disse outro estudante, Pedro Lemos, 16, que observava a movimentação. Entretanto, a atitude não foi recebida de forma igual por todos. Do lado oposto da área externa, outros alunos empunhavam cartazes de "orgulho hetero". "Se eles podem, nós também podemos", comentou um deles.
Debate
Pegos de surpresa, professores e direção do IF Sudeste também foram até o local para observar a movimentação. "Acreditamos na liberdade de expressão. Sempre tivemos uma conversa franca com os nossos alunos e com o grêmio da escola. Somos contra qualquer tipo de preconceito e trabalhamos essas situações dentro de sala de aula. Mas não podemos nos esquecer que a maior parte dos nossos estudantes, nesse horário, é menor de idade. Além disso, uma frase mal colocada pode criar outras interpretações, precisamos ter cuidado", declarou o diretor de ensino e professor de filosofia, Rodrigo Alvim. O professor se referia a uma citação do panfleto na qual se reivindicava a livre liberdade sexual. "Em lugar nenhum tudo é permitido, e quando falamos de expressão sexual no sentido do ato em si, não será permitido, seja com heteros ou homossexuais. A escola é um extensão da sociedade e aqui vivemos os mesmos conflitos e também temos regras", completou.








