Alternativa para combate à fome
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A esperança de uma destinação proveitosa aos alimentos nutritivos que perdem o valor de mercado ao longo da cadeia produtiva está depositada na construção de um Banco de Alimentos em Juiz de Fora, possivelmente em parte do terreno na BR-040 onde funciona a unidade da Ceasa. A central de abastecimento local é vista como principal fornecedor do banco, embora o índice de perda no atacado seja o menor no caminho entre o campo e o consumidor. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome já confirmou a destinação de R$ 450 mil, mediante contrapartida de R$ 50 mil da Prefeitura, para a implantação da iniciativa. A Administração Municipal tem até o final de setembro para encaminhar o projeto final ao Governo federal.
Segundo o titular da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) do município, responsável pela elaboração do projeto, André Zuchi, a expectativa é que os recursos sejam liberados no início do ano quem vem, permitindo o início da execução da obra. Mas ainda não temos como estipular um prazo para que o banco esteja efetivamente funcionando, afirma o secretário. O projeto inicialmente aprovado pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea) previa construção de sede ambientalmente sustentável – com energia solar e coleta de água pluvial -, capacitação de funcionários na área de segurança alimentar e anexação de cozinha experimental, para que as entidades beneficiadas aprendam a reutilizar os alimentos doados. Também foi pleiteada a implantação de um laboratório, que permitiria a análise e possível doação de produtos apreendidos.
A capacidade do banco será definida pelo modelo aprovado, mas o Comsea estima que cerca de 60 toneladas de alimentos desperdiçadas por mês em Juiz de Fora possam ser recolhidas, analisadas e distribuídas pelo banco. Esse volume será proveniente da Ceasa e do comércio de alimentos em geral, principalmente mercados e quitandas, com exceção de restaurantes que, legalmente, não podem doar comidas prontas, explica a secretária da entidade, Bettina Koyro.
Ela afirma que não é possível estimar quantas pessoas poderão ser alimentadas com essa quantidade, já que a necessidade alimentar diária individual é medida pela quantidade de nutrientes específicos consumidos. Mas a expectativa é que seja suficiente para abastecer o Restaurante Popular e, ainda, assistir a outras dez mil pessoas, por meio de ONGs (organizações não-governamentais) e entidades beneficentes. E com trabalho de divulgação adequado, o volume coletado pode ser bem maior, comenta. O Comsea já trabalha na triagem de entidades a serem beneficiadas. Também há a possibilidade de uma boa porcentagem do que for recolhido ser destinado à alimentação escolar.
Restaurante Popular
De acordo com André Zuchi, a expectativa é que o Restaurante Popular esteja funcionando até o final do ano. Segundo o secretário, a construção da sede está em fase final, e a licitação para compra de equipamentos, em andamento. Trabalhamos agora no projeto de gestão, afirma.









