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Mesa sobre criminalização da LGBTTIfobia integra ações da paralisação na quarta

Evento gratuito será realizado no auditório do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas

Por Tribuna

14/05/2019 às 10h48- Atualizada 15/05/2019 às 12h35

Integrando as ações da Greve Nacional da Educação, com paralisação das atividades de diversas instituições em todo o país na próxima quarta-feira (15), o grupo de estudos e pesquisas em Gênero, Sexualidade, Educação e Diversidade (Gesed), vinculado à Faculdade de Educação da UFJF, promove a mesa “Criminalização da LGBTTIfobia” às 19h, no auditório do CCBM. De acordo com o professor Anderson Ferrari, um dos coordenadores do Gesed, o evento parte da compreensão que um dia de paralisação não é um dia sem atividades, mas de ações estratégicas e de resistência. “Haverá uma mobilização no Parque Halfeld e isso ocasiona um esvaziamento da universidade. Por isso, mudamos para uma área mais central, pois o evento faz parte deste dia de mobilização. Nós vamos parar nossas atividades, mas faremos ações com o público. Nosso objetivo é conscientizar a população”, explica Ferrari.

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A iniciativa tem como objetivo integrar a sociedade à discussão que vem sendo amplamente realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre   a Criminalização da LGBBTIfobia – atitudes discriminatórias, violências e exclusões dirigidas a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexuais. A mesa-redonda será composta pelo professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Renan Quinalha – referência nas discussões sobre o tema – e pela doutoranda em Direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Lia Manso, apresentando os direitos das minorias.

O evento é gratuito, aberto ao público e confere certificado aos participantes. Segundo Anderson Ferrari, o Gesed vem, há alguns anos, realizando ações em menção ao Dia Internacional de Combate à LGBTTIfobia, em 17 de maio. “A mesa-redonda será realizada neste sentido. A data é muito importante, sobretudo neste momento atual de enfrentamento de uma política que cada vez mais demonstra que legitima a LGBTTIfobia. Outra questão fundamental é discutir como essas atitudes de violência e discriminação não atingem somente à comunidade LGBTTI (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros e intersexos), mas como atingem outros grupos, como as mulheres”, aponta o professor.

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