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JF e região têm a pior nota de MG


Por Fernanda Sanglard e Mariana Nicodemus

14/05/2011 às 07h00

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O desempenho médio das 99 escolas estaduais atendidas pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Juiz de Fora foi o pior entre os das 46 unidades de administração setorial da Secretaria de Estado de Educação (SEE) avaliadas no ano passado. No Acordo de Resultados 2010, divulgado pela pasta estadual, a SRE-JF, que cobre 30 municípios da região, ficou com média 8,96, quase 0,7 pontos abaixo das primeiras colocadas, de Divinópolis e São João del Rei, que alcançaram nota 9,65. A pontuação máxima era de dez pontos. Na região, enquanto a Escola Estadual Professor José Eutrópio, no Bairro Santa Terezinha, obteve o conceito mais alto, 9,56, a Marechal Mascarenhas de Moraes, no Teixeiras, ficou entre os seis colégios com nota 6,92, a pior da SRE (ver quadro).

Para a diretora em exercício da SRE, Maura Couto Gaio,"qualquer resultado recebido, seja bom ou ruim, merece ser analisado". Por isso, ela diz que a instituição mapeou aquelas escolas que apresentaram resultado abaixo da média, para que promovam trabalho intensificado. "O resultado não é nada alarmante, mas indica que é preciso melhorar." Ela defende ser preciso cuidado na análise dos dados e na comparação, já que representam médias. "Cada escola tem uma realidade e não há linearidade no resultado. Temos muitas escolas que atingiram as metas e até mesmo que ultrapassaram. Precisamos lembrar que avançamos."

Maura faz a ponderação porque os índices regionais deste ano superaram os registrados em 2009 em nove dos dez quesitos analisados – que incluem porcentagem de alunos em nível recomendável para o ano cursado e proficiência média em português e matemática em diversas séries -, chegando a superar a meta estipulada em quatro itens. A média no Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), por exemplo, que deveria chegar a 547,05 em 2010, foi a 574,86, quase 28 pontos acima do esperado e 30 além do resultado do ano anterior. O índice de estudantes do terceiro ano do ensino fundamental em nível recomendável também subiu dez pontos percentuais, passando de 72%, em 2009, para 82% em 2010, quando a expectativa era que ficasse em 73%. A exceção foi a proficiência média dos alunos no quinto ano no Programa de Avaliação da Educação Básica (Proeb), que caiu 0,33 pontos, ficando em 216, dois abaixo do esperado.

De acordo com a diretora da José Eutrópio, Fátima Campos Dutra, não é fácil atingir as metas. "Estamos melhorando a cada avaliação, mas também precisamos destacar que nossa escola vive uma situação particular. Só oferecemos até o quinto ano do ensino fundamental e somos uma instituição pequena (atualmente, a escola tem cerca de 450 alunos), por isso, é difícil comparar com colégios maiores." Apesar da particularidade, a diretora destaca que uma série de fatores é responsável pelos resultados da avaliação. "Nossa equipe de trabalho é muito boa, não temos grande rotatividade de professores, nem alunos com problemas graves de disciplina, e a escola é bem equipada. Além disso, temos investido no plano de desenvolvimento individual do aluno, oferecendo tratamento diferenciado para aqueles que apresentam dificuldade", ressalta Fátima.

 

Resultado não significa piora

Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação (SEE), a comparação do resultado atingido pela SRE-JF com o de outras regiões não significa que o desempenho de todas as escolas que ela compreende tenha sido pior. Isso ocorre porque, apesar de ter recebido média menor, pode ter havido mais avanços. Uma escola que foi bem avaliada desde as primeiras avaliações, por exemplo, pode ter evoluído menos do que outra unidade que tinha baixos índices e, mesmo com pontuação inferior, superou o esperado, já que os dados se baseiam no plano de metas de cada instituição e levam em conta o que foi alcançado pelos alunos no Proalfa (que avalia o desempenho no primeiro ciclo de ensino – fase de alfabetização) e no Proeb (que avalia o último ano de cada ciclo subsequente – quinto e nono anos do ensino fundamental e terceiro ano do ensino médio).

Com base nas duas avaliações é elaborado o desempenho médio de cada superintendência, levando em conta as metas que deveriam ter sido alcançadas. A partir do resultado, estratégias de intervenção pedagógica são desenvolvidas e novas metas elaboradas. Segundo a SEE, a partir dos resultados específicos, é possível que as escolas identifiquem o que precisa ser melhorado em termos de leitura e escrita (levando em consideração o Proalfa) e no ensino do português e da matemática (a partir dos dados do Proeb).

Conforme a SEE, a superintendência recebeu na semana passada as metas que devem ser cumpridas ao longo deste ano e que serão avaliadas no segundo semestre. A diretora em exercício da SRE, Maura Couto Gaio, confirma a informação e explica que propostas já estão sendo elaboradas para sanar as dificuldades.