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Pedestres pedem faixa de travessia em Juiz de Fora


Por Cíntia Charlene

14/02/2014 às 07h00

Trânsito prejudica pedestres em vários pontos da cidade

Trânsito prejudica pedestres em vários pontos da cidade

Excesso de velocidade, avanço de sinais e desrespeito aos pedestres são algumas das situações enfrentadas todos os dias pelos juiz-foranos no trânsito da cidade. A sinalização precária é outro problema a ser vencido. A Tribuna percorreu alguns bairros e constatou que, em determinados lugares, o pedestre precisa se arriscar em meios aos veículos, já que não existe faixas para a travessia. Em outros pontos, o equipamento de segurança está em péssimo estado de conservação. Na Rua José Lourenço, via que liga o Bairro Borboleta ao São Pedro, região Oeste, por exemplo, não existe faixa de pedestre. A velocidade máxima permitida no trecho é 40 km/h, no entanto, segundo os moradores, a regra não é respeitada. Outro problema é a falta de calçada em alguns trechos, tomados pelo mato, obrigando pedestres a caminharem pelo asfalto.

A professora Maria Aparecida Calisto Costa, 56 anos, acredita que a solução seria a implantação de um redutor de velocidade. "Já houve um atropelamento na rua. Dou aula particular, e quando os pais não podem trazer os alunos aqui em casa, desço para buscá-los. Eles não conseguem atravessar sozinhos." O comerciante Rogerio de Abreu, 52, que passa todos os dias pela rua, completa: "A via é mal sinalizada, você não sabe onde ela começa e onde termina. Já vi diversas irresponsabilidades cometidas por motoristas, principalmente relacionadas a ultrapassagens indevidas."

De acordo com a subsecretária Operacional de Transporte e Trânsito da Settra, Izamari Machado, os pedidos para reforçar a sinalização e instalar um redutor de velocidade na José Lourenço estão sendo estudados. Sobre a situação do mato, a assessoria do Demlurb informou que o serviço de capina será incluído na programação deste mês.

 

Região Nordeste

Na Avenida Juiz de Fora, na Zona Nordeste, a mesma realidade se repete. Da rotatória que dá acesso aos bairros Parque Guarani e Vivendas da Serra até o trevo do Granjas Betânia, um trecho de 1km e 400 metros, existe apenas uma faixa de pedestre pintada e visível sobre a via. Outros dois indícios que apontam ser uma travessia podem ser notados próximo a uma faculdade particular. A operadora de telemarketing Lisandra Andrade, 35, tem que levar o filho todos os dias a uma creche no Granjas Betânia. "Tenho dificuldades para atravessar, fico com medo, ainda mais com criança no colo."

A subsecretária atesta que a Avenida Juiz de Fora foi revitalizada recentemente. "Vamos enviar uma equipe ao local para verificar as condições das faixas de pedestres." Em relação à travessia específica para o trevo do Granjas Betânia, ela afirma que já existe um pedido para a área em fase de estudo.

Ainda na região Nordeste, no Bairro Santa Terezinha, moradores reclamam do excesso de velocidade dos veículos no cruzamento das ruas Custódio Tristão e Josué de Queiroz, sendo que, nesta última, a sinalização horizontal está totalmente apagada. O trecho já foi palco de inúmeros acidentes. "Na última semana, foram três colisões. Em uma delas, o carro só parou depois que atingiu a árvore", diz a enfermeira Maria Elizabeth da Silva Pereira, 55. O jornalista Onofre Guedes, 60, completa: "A Prefeitura já tem conhecimento do problema, mas nada foi feito."

Izamari Machado garante que a sinalização da Rua Josué de Queiroz já está na programação. Em relação ao redutor de velocidade para o local, a subsecretária informa que o pedido está sendo avaliado.

 

Radar

O excesso de velocidade também é uma queixa de quem reside na Rua Olegário Maciel, no Bairro Santa Helena. Em menos de dez minutos, a Tribuna flagrou mais de oito veículos avançando o sinal na esquina com a Rua Pasteur. Moradores pedem a implantação de radares na via. A subsecretária Operacional de Transporte e Trânsito, Izamari Machado, explica que não há equipamento disponível. "Estamos pensando em fazer um rodízio com os radares instalados recentemente nas avenidas Brasil e Rio Branco, na região central, e Doutor Paulo Japiassu, no Cascatinha. Nossa intenção é, depois de seis meses de implantação, avaliar a eficácia dos dispositivos. Se não houver mais necessidade, vamos retirá-los e instalá-los em outros pontos. Entre os critérios a serem levados em conta, está o número de infrações registradas na via", esclarece.