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Jovem morto na 4ª foi atingido por 12 golpes de canivete


Por Guilherme Arêas

14/02/2013 às 14h25

Dezenas de pessoas acompanharam o enterro do cabeleireiro Washington Rosa

Dezenas de pessoas acompanharam o enterro do cabeleireiro Washington Rosa

Atualizada às 21h04

Dezenas de pessoas acompanharam ontem o enterro do cabeleireiro Washington Rosa Teixeira Júnior, 19 anos, brutalmente assassinado com aproximadamente 12 perfurações de canivete dentro da própria casa, na Rua Luiz Fellet, no Bairro Santo Antônio, região Sudeste. O crime ocorreu por volta das 8h30 de quarta-feira, e o principal suspeito é o ex-namorado da mãe de Washington, 37, um rapaz também de 19 anos. As idades dos envolvidos na ocorrência foram corrigidas ontem, já que as informações preliminares da PM eram de que o suspeito teria 44 anos, e a mãe da vítima, 46.

Conforme o boletim de ocorrência, Washington dormia quando o suspeito entrou na casa e começou a molhar a cama com gasolina. Logo depois, o jovem sacou um canivete e começou a desferir os golpes contra a vítima, que foi atingida três vezes na cabeça, uma no pescoço, três na lateral do tórax, três nos braços e duas nas pernas. Segundo familiares, ele ainda conseguiu correr, chegou a ser socorrido na Regional Leste, mas morreu cerca de duas horas depois do ataque. Os médicos que atenderam Washington, que completaria 20 anos no próximo dia 27, disseram que o corpo do rapaz estava banhado em gasolina, embora não tenha sido queimado. O cômodo onde ele dormia chegou a ser parcialmente incendiado pelo suspeito, que fugiu e, até a noite de ontem, não havia sido localizado.

O delegado titular da 6ª Delegacia de Polícia Civil, Carlos Eduardo Rodrigues, abriu inquérito para investigar o caso. "Como a Polícia Militar já qualificou os envolvidos, inclusive o suspeito, no boletim de ocorrência, agora vamos intimar todos a prestarem depoimento. Depois disso, juntamos os laudos e relatamos o inquérito."

O jovem que seria o responsável pelo crime que chocou familiares e amigos do cabeleireiro não usou de violência para entrar na casa. Morador do Milho Branco, na Zona Norte, ele teria tocado a campainha normalmente, e quem atendeu foi a irmã da vítima, uma menina de 15 anos. Na residência, estariam ainda mais dois irmãos, 7 e 8 anos, além da avó do jovem morto. O suspeito chegou perguntando pela ex-companheira, mãe de Washington, com quem o suposto autor manteve um relacionamento amoroso. Como a mulher já tinha saído para trabalhar, o jovem atacou o filho dela. "Nós passamos o carnaval em um retiro espiritual em Três Corações. Chegamos por volta das 5h, e o Washington foi para casa dormir. Logo depois aconteceu o crime", contou um primo dele, Felipe Alison, 29 anos. "Estamos todos chocados. Eles nunca tiveram desentendimentos antes. Acho que o crime foi premeditado, pois ele (suspeito) já chegou com a gasolina na mão", completou.

Drama familiar

Evangélico, frequentador da Igreja Casa da Benção, Washington viveu um drama familiar no dia 11 de novembro do ano passado, quando o pai dele, 38 anos, foi morto após ser baleado e ter o corpo queimado em via pública, no Bairro São Benedito, Zona Leste. Desde então, o cabeleireiro evitava ir ao bairro e passou a morar no Santo Antônio. O caso da morte do pai dele também chamou a atenção pela extrema violência. Na época, a PM informou que o suspeito do crime seria um jovem de 20 anos, que estaria querendo namorar a irmã de Washington, 15 anos, sem autorização do pai. A motivação daquele homicídio estaria ligada a uma ocorrência registrada no dia anterior. Na ocasião, a vítima teria agredido e machucado a mãe do suspeito de matá-lo, uma mulher de 38 anos.