Hospital Aragão Villar é fechado e pacientes são transferidos

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Fechamento aconteceu na manhã desta terça (14)
Juiz de Fora acompanhou nesta terça-feira (14) o fechamento de mais um hospital psiquiátrico. Durante toda manhã, 88 pacientes do Hospital Aragão Villar, sendo 70 homens e 18 mulheres, foram transferidos para a Casa de Saúde Esperança, que agora passa a ser a única unidade desse tipo em funcionamento na cidade. Enquanto Juiz de Fora aguarda a estruturação da prometida rede psiquiátrica, compostas pelos Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III e pelas residências terapêuticas, a única solução para aqueles que ainda estavam na instituição que fechou as portas é se juntar aos outros 190 que estão no Esperança.
De acordo com o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, a área que antes seria destinada aos pacientes particulares vai ser utilizada para receber os transferidos. "O local está com a estrutura nova e reformada, banheiro, piso, teto." Mas, mesmo com essa informação, os familiares que acompanhavam o remanejamento reclamavam da falta de informação no processo. "Não ficamos sabendo que a ação ocorreria hoje. Não fomos avisados e o combinado não era esse. Reuniões foram feitas anteriormente com a Secretária de Saúde e eles nos prometeram a maior clareza possível. O que não aconteceu", comentou Renato Camilo de Souza. A chefe do Departamento de Saúde Mental, Andréia Stenner, explicou que as transferências foram feitas em sigilo para garantir a segurança. Entretanto, assistentes sociais irão entrar em contato com todos os familiares para avisar sobre as atuais mudanças
Histórico
Em junho do ano passado, o Hospital Aragão Villar foi interditado e impedido de receber novos pacientes. O motivo foi a falta de condições de funcionamento. Com o fechamento realizado nessa terça, esse passa a ser o quarto hospital psiquiátrico a encerrar as atividades nos últimos anos, em Juiz de Fora. A exigência do Ministério da Saúde foi feita após o órgão adiantar ao Município o valor de R$ 4,2 milhões, provenientes do Fundo Nacional de Saúde, conforme publicado na Portaria 1.159 de 13 de junho de 2013. O valor deveria ser utilizado em seis meses para a solucionar a situação do setor psiquiátrico, avaliada como de emergência.









