Investigação aponta que presos planejavam morte de juiz
As investigações sobre a operação "Impacto", desencadeada pela Vara de Execuções Criminais na semana passada, apontam que detentos da Penitenciária José Edson Cavalieri (Pjec) estariam planejando uma rebelião para o próximo dia 7 de junho, na tentativa de atrair o titular daquela vara, o juiz Amaury de Lima e Souza, para a unidade prisional, momento em que o magistrado seria executado com uma arma de fogo. A informação foi divulgada pela própria Vara de Execuções Criminais, no final da tarde desta segunda-feira (13), baseada em depoimentos colhidos desde a última sexta.
Na semana passada, um agente penitenciário de 41 anos, que trabalhava na Pjec, foi preso por suspeita de supostamente fazer um relatório com dados da rotina pessoal do juiz e tentar vender as informações para os presos por até R$ 30 mil. O agente também seria facilitador da entrada de armas, drogas e celulares nas celas.
"Vários depoimentos colhidos dão conta de que uma rebelião estaria sendo planejada para ser iniciada no dia 7 de junho próximo, oportunidade em que o juiz mencionado seria atraído para o local, visando negociações, mas na realidade seria assassinado por meio de disparo de arma de fogo, provavelmente calibre 9 milímetros, que já estaria em poder da quadrilha", diz a nota da Vara de Execuções Criminais. Outro agente penitenciário, que seria responsável por apreender os materiais ilícitos que entravam no presídio, também seria alvo dos atentados.
A nota informa ainda que o agente penitenciário preso realmente estaria levantando informações sobre o dia a dia do magistrado, como horários de entrada e saída de casa e do fórum, além das placas dos carros dele. Esse trabalho estaria sendo feito com ajuda de outro agente, ainda não identificado. "Entretanto, o grupo de presos que planejava o atentado desistiu de realizar o plano na rua, ao saber que seria impraticável, tendo em vista que tomaram conhecimento que o juiz é campeão de tiro e conhecedor de técnicas e táticas defensivas e ofensivas, e andava com forte esquema de segurança, o que motivou a alternativa da tentativa de rebelião", segue a nota.
As investigações sobre o caso estão sendo conduzidas pela Polícia Civil. O Serviço de Apoio aos Magistrados do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) colocou a assessoria do órgão à disposição do juiz Amaury. Conforme o magistrado, as apurações da operação "Impacto" indicam um descontentamento entre alguns presos do sistema prisional local devido a medidas mais extremas que estão sendo tomadas pela Vara de Execuções Penais no sentido de evitar a entrada de drogas e celulares dentro dos presídios da cidade.









