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Médico de JF é preso suspeito de integrar quadrilha


Por Guilherme Arêas

13/05/2011 às 19h12

Delegado Cláudio Nogueira fala sobre o caso

Delegado Cláudio Nogueira fala sobre o caso

Um médico juiz-forano de 31 anos, e o irmão dele, um estudante universitário, 29, foram presos, na manhã desta sexta-feira, pela Polícia Federal (PF) de Juiz de Fora, suspeitos de integrar uma quadrilha responsável por fraudes contra a Receita Federal. As prisões foram resultado da operação "Apate", deflagrada pela PF de Goiás em vários estados. O médico foi detido por volta das 6h. No mesmo horário, o irmão dele era preso por seis agentes da PF de Juiz de Fora, em Viçosa, onde o suspeito estuda. A PF não divulgou qual o papel dos irmãos no esquema, que teria causado prejuízo de cerca de R$ 200 milhões aos cofres públicos, mas sua atuação estaria relacionada ao Estado de Goiás. De acordo com o órgão federal, o golpe consistia na retificação das Declarações do Imposto Retido na Fonte (Dirfs) dos últimos cinco anos de órgãos municipais (Prefeituras e Câmaras), a partir da qual eram incluídos diversos falsos prestadores de serviços, com rendimentos fictícios, o que criava enganosas retenções de Imposto de Renda (IR) na fonte. Na sequência, eram apresentadas Dirfs em nome desses falsos prestadores de serviços, com saldo de IR a restituir. Assim, as multas eram pagas pela entrega tardia das Dirfs, o que levava à liberação automática dos valores a título de restituição de IR, creditados nas contas bancárias dos beneficiários. Segundo a Receita Federal, há indícios de que os operadores do esquema contavam com a colaboração de alguns prefeitos e servidores do primeiro escalão.

Apesar de não saber o grau de relação dos irmãos nas fraudes, o delegado chefe da PF em Juiz de Fora, Cláudio Nogueira, garantiu que não há envolvimento de funcionários da Prefeitura de Juiz de Fora no esquema. "Não sei se a participação deles (os irmãos presos) era na falsificação documental, na declaração indevida de Imposto de Renda ou se eles seriam as pessoas que teriam o repasse do imposto na restituição."Os irmãos foram ouvidos ontem na sede da PF, mas, por se tratar de um inquérito sigiloso,o conteúdo dos depoimentos não foi divulgado. Eles estão detidos no Ceresp, à disposição da Justiça de Goiás.