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Católicos iniciam a celebração da Semana Santa

Primeiro passo da paixão de Cristo, Domingo de Ramos relembra a entrada de Jesus em Jerusalém. Todas as paróquias terão programação especial

Por Tribuna

13/04/2019 às 14h19

No banco dos réus, o filho de Deus. Na plateia que o havia recebido a pouco com grande entusiasmo, seus futuros algozes: o povo. A história do julgamento mais importante do cristianismo é relembrada pelos fiéis católicos neste domingo (14), quando se faz menção ao Domingo de Ramos, ou a entrada de Jesus em Jerusalém, onde inicia a sua trajetória até a ressurreição. “Esse é o início do último ato, quando ele é aclamado pelo povo com ramos de oliveira, mas logo depois é julgado no tribunal, condenado e leva a cruz até o calvário”, resume o padre Antônio Camilo de Paiva.

O período da Quaresma, que se encerra na quarta-feira santa, é marcado por recolhimento, introspecção, jejum e silêncio, que são necessários para os eventos da Semana Santa. Nessa trajetória, o Domingo de Ramos é o único momento de quebra desse recolhimento, quando o povo se abre em alegria para receber Jesus. Momento que dura da procissão até a bênção dos ramos, que acontece assim que se entra na igreja. Logo depois, o tom de seriedade volta, porque tem início a fase mais dura da vida terrena de Cristo. “É o dia em que cantamos ‘Hosana (grito de louvor e adoração) ao filho de Davi’, mas dentro dessa mesma celebração, começamos a narrar a paixão. Esse momento mostra como as pessoas podem ser manipuladas. Ao mesmo tempo que aclamam Jesus, quando ele chega, ocorre o julgamento, e eles mandam soltar Barrabás, um dos maiores assassinos”, detalha o padre.

Segundo o religioso, a conexão que se pode fazer entre a passagem e o que ocorre hoje é, justamente, relativo à capacidade de discernimento das pessoas, diante de informações inverídicas. “Houve um momento em que Jesus foi considerado culpado e, em função disso, deveriam soltar Barrabás e prendê-lo em seu lugar. As pessoas foram ludibriadas, por ter um conhecimento muito raso. Então essa passagem fala sobre os julgamentos, os preconceitos, que condenam pessoas inocentes. O povo desinformado fica muito vulnerável às autoridades. Quando essas autoridades políticas e religiosas, infelizmente, quiseram condenar Jesus, o povo não teve conhecimento suficientemente para dizer não. Foram passadas as mentiras, as fake news sobre Jesus, e as pessoas acreditaram.”

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Uma das grandes lições que a data deixa é para que se busque informações e se evite fazer julgamentos imprudentes, antes que se avalie o contexto mais amplo. “No final, depois de cantando Hosana, já estavam gritando: ‘crucifica! crucifica!’. Fica o aprendizado. Se nós não conhecemos a vida de uma pessoa, não podemos condená-la, porque podemos estar condenando o filho de Deus. Sobretudo as pessoas que são a favor da pena de morte. Elas precisam se perguntar se aquele que está morrendo merece mesmo morrer ou se há outras estruturas que o tenham levado à perdição e, esse sim, deveria ser punido com a morte.”

O desconhecimento sobre Cristo é a porta de entrada para todas as reflexões da semana, que ainda passam por outros momentos. Na segunda-feira, se lembra a prisão de Cristo; na terça-feira, a procissão do encontro, lembra o encontro de Jesus com Maria, após a condenação, já no caminho para o calvário; na quarta-feira, a Igreja Católica se dedica à via-sacra, na quinta-feira, ocorre o Lava-pés, na sexta-feira, recorda-se a crucificação e, no domingo, celebra-se a Páscoa, a ressurreição de Cristo.

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