A Justiça de Juiz de Fora, por meio da 1ª Vara Criminal, acatou pedido de requerimento de revogação da prisão preventiva da jornalista Denise de Assis Zaghetto, de 52 anos, e do cuidador de idosos Carlos César Viana, 59. Ambos foram presos em virtude de decreto de prisão preventiva, no dia 1º de agosto deste ano. Eles são investigados em inquérito policial que apura um suposto crime de estelionato contra o advogado aposentado, Simeão Cruz, de 80 anos. O idoso morreu e foi sepultado no dia 13 de maio, no cemitério Parque da Saudade, dois dias após assinar um testamento, deixando como herdeiros a jornalista e o cuidador. O benefício da liberdade provisória foi assinado, nesta segunda-feira (12), pela juíza Rosângela Cunha Fernandes.
Diante da concessão, Denise e Carlos ficam obrigados a comparecer, mensalmente, à justiça a fim de justificar suas atividades e manter sempre atualizados os seus endereços residenciais. Eles ficam proibidos de deixar a cidade, além de permaneceram no país, já que devem depositar os seus passaportes, caso possuam, no prazo de 24 horas, contado a partir de suas efetivas colocações em liberdade. No período da noite e nos feriados, os investigados devem se recolher em suas casas. Se houver o descumprimento das medidas, a prisão preventiva poderá ser novamente decretada.
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No relatório para sua decisão, a juíza aponta que, embora existam elementos nos autos de que as liberdades dos investigados poderiam vir a comprometer as investigações, a dupla já se encontra presa, preventivamente, há cerca de três meses, sem que a fase inquisitorial tenha se encerrado. De acordo com o advogado de defesa da jornalista, Marcus Felipe de Souza Castro, o pedido foi realizado, na semana passada, sendo acatado pela juíza, tendo em vista o excesso do prazo da prisão, uma vez que as investigações foram concluídas, e o Ministério Público não apresentou denúncia sobre os fatos.
“Estamos tomando todas as providências para que ela seja libertada ainda na noite desta segunda-feira”, afirmou o advogado, adiantando que, em razão de documentos necessários para a saída da unidade prisional, a soltura poderia ocorrer na manhã desta terça (13). Já o advogado do cuidador, Giovani Malta do Valle, informou que o alvará de soltura foi concluído por volta das 17h desta segunda, no entanto, devido a determinações internas da unidade prisional, nenhuma pessoa pode ser liberada do local após às 18h, quando a defesa chegou a unidade. “O alvará já se encontra no presídio e amanhã (ter-feira), ele será solto. Sobre o processo, iremos analisar. O importante era garantir a soltura do meu cliente”, finalizou.

