Atos reforçam luta contra PEC


Por Tribuna

12/11/2016 às 07h00

Dois atos foram realizados por trabalhadores e estudantes no dia de ontem, cumprindo a agenda proposta para o Dia Nacional de Greve, convocado por movimentos populares e entidades sindicais para todo o Brasil. O movimento foi realizado em resistência à PEC 55 (antiga PEC 241), que congela os gastos públicos do Governo federal por 20 anos, a reforma do ensino médio e o projeto escola sem partido. Além das passeatas pelas ruas da Zona Sul e do Centro pela manhã, nova mobilização se repetiu à tarde no Parque Halfeld a partir da iniciativa do Sindicato dos Professores (Sinpro).

As atividades tiveram início às 7h, com a movimentação dos alunos que ocupam a Reitoria da UFJF desde o dia 26 de outubro. Eles seguiram até o Pórtico Norte, onde pararam o trânsito e depois, junto com professores e técnicos, desceram em caminhada, passando pelo Pórtico Sul até o Parque Halfeld, onde se encontraram com as demais categorias. Após a unificação dos movimentos, centenas de pessoas passaram a se concentrar nas escadarias da Câmara Municipal, onde proferiram palavras de ordem contra o Governo Temer e em defesa do direito de trabalhadores e minorias.

Passeata

Em seguida, o grupo saiu novamente em passeata pela região Central, descendo o Calçadão da Halfeld e adentrando a Avenida Getúlio Vargas. O ato foi encerrado às 12h30, quando os manifestantes chegaram à Praça Antônio Carlos, no Centro. As lideranças avaliaram as ações como positivas. A diretora do Sind-UTE, Victória Mello, destacou a participação das mais de 15 entidades ligadas às classes trabalhadoras, estudantis e movimentos sociais. “Ganhamos ainda mais força para construir um movimento unificado no dia 25 de novembro.” Para o presidente da Associação dos Docentes do Ensino Superior (Apes), Rubens Rodrigues, foi uma oportunidade para as categorias demonstrarem à sociedade a indignação perante as ações propostas pelo Governo federal.

Discussão fora da universidade

Representando os estudantes, o coordenador do DCE, Arthur Avelar, disse que o ato buscou levar informação até a sociedade e articular ideias com outros segmentos. “É preciso levar essa discussão para fora da universidade, já que a população não tem conhecimento de como os projetos pensados pelo Governo podem afetar não só a educação, mas todo o sistema como um todo. Estes projetos apresentados têm uma concepção diferente de Estado.” Panfletos foram distribuídos durante todo o ato.

Em greve desde o final de outubro, os técnico-administrativos da UFJF também somaram forças. O presidente do Sintufejuf, Paulo Dimas, também classificou o ato como uma etapa importante para a união entre as categorias. “Tudo ocorreu dentro do esperado e, no campus, as ações continuam. Ontem as duas unidades do Restaurante Universitário (RU) não funcionaram, assim como o sistema de transporte, bibliotecas e outras atividades no campus. Na próxima semana, voltamos a realizar novos ‘roletaços’ no restaurante.”

Na segunda e terça da próxima semana, os estudantes participam de reuniões em Brasília. Na quarta, acontece no campus um encontro do conselho de CAs e DAs (Concada). Além disso, a Apes promove assembleia de docentes da UFJF e IF Sudeste no dia 17 para discutir o indicativo de greve.