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Minas tem 38 casos de H1N1


Por Tribuna

12/07/2012 às 19h22

Depois de dois anos sem diagnósticos positivos de H1N1, conhecida como gripe suína, Juiz de Fora começa a se mobilizar para evitar o retorno da doença. A cidade não tem casos da moléstia desde 2009, ano em que foram registradas 1.341 notificações, com 30 casos confirmados e duas mortes. O quadro no município é considerado sob controle, mas em Minas, somente este ano, já foram confirmados 38 registros, com 15 mortes, conforme relatório da Secretaria de Estado da Saúde. Mesmo sem evidência de epidemia, especialistas orientam que sejam retomadas as medidas preventivas para evitar a proliferação do vírus H1N1 (ver quadro).

Os cuidados são importantes principalmente no inverno, que é um período propício à proliferação de doenças, principalmente as respiratórias, como a gripe. Nesta estação, o ar torna-se mais seco, em função da pouca incidência de chuvas, e as temperaturas ficam mais baixas, o que contribui para que as pessoas deixem os ambientes fechados, facilitando a transmissão dos vírus. Os grupos mais afetados pelas doenças respiratórias são os idosos, as crianças e as gestantes.

Conforme a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Alessandra Mendonça, os principais sintomas da influenza H1N1 são semelhantes aos da gripe comum. "Os pacientes apresentam febre alta, tosse, dores de garganta, cabeça ou muscular e coriza. Assim que os sintomas forem detectados, é preciso procurar um médico para que o diagnóstico seja feito. Porém, não basta o exame clínico, é necessário um teste laboratorial. Mesmo assim, não existe motivo para alarme porque não estamos em um período epidêmico como o registrado em 2009."

Alessandra Mendonça informa que os grupos considerados prioritários (gestantes, idosos, pacientes com doenças crônicas, trabalhadores de saúde e crianças menores de 2 anos), devem tomar a vacina contra a influenza nas campanhas anuais. Nas unidades de saúde de Juiz de Fora ainda há doses disponíveis. " Já os pacientes que não fazem parte destes grupos e que tenham interesse na vacina, podem procurar uma clínica particular."

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