Sinalização apresenta falhas nos cruzamentos

Instalação de faixa reflexiva na Francisco Bernardino com Marechal Deodoro
Um novo modelo para sinalização horizontal em travessias de pedestres foi instalado ontem, na Avenida Francisco Bernardino, próximo ao cruzamento com a Rua Marechal Deodoro, no Centro. Ao invés de pintar o asfalto, agora a indicação é colada com um tipo de fita adesiva. De acordo com a Settra, entre as vantagens deste sistema estão a ampliação da durabilidade e a capacidade refletiva. Enquanto este modelo é testado, outros pontos da cidade apresentam falhas na sinalização, que podem aumentar o risco para pedestres e motoristas. A Tribuna, que na última semana já havia identificado problemas na sinalização vertical, agora percorreu as ruas na área Central e de algumas regiões da cidade e encontrou irregularidades também nas marcações horizontais, como rotatórias degradadas, pinturas de "Pare" apagadas e faixas de pedestres deterioradas ou inexistentes.
Até nos pontos de maior movimento do Centro, o problema é verificado. Um exemplo está no cruzamento da Avenida Rio Branco com Rua Espírito Santo, no qual a pintura em amarelo, indicando aos motoristas a proibição de parar na interseção, sofre com a ação do tempo, estando parcialmente apagada. A Settra argumenta que a pintura ainda não foi refeita porque uma nova camada de asfalto será colocada em toda a Rio Branco, em obra já prevista pelo Programa Nova Juiz de Fora. As atividades devem começar após a reforma nos canteiros, já iniciada.
Em São Mateus, na Zona Sul, outro ponto que recebe grande fluxo de veículos também tem deficiência na sinalização. É o cruzamento das ruas Padre Café com Manoel Bernardino. Segundo comerciantes do entorno, pelo menos uma batida de veículos acontece por mês no local. A ausência de sinalização adequada que indica preferência na condução seria um agravante, pois o sinal de "Pare" está apagado em todos os sentidos. De acordo com a proprietária de uma sorveteria Tatiana Soares, os problemas começaram após o recapeamento do asfalto. "A Prefeitura realizou diversas obras na região há cerca de dois anos, e nunca retornaram para retocar a pintura. As batidas são comuns por aqui", lamentou.
Outra irregularidade foi encontrada no mesmo bairro, entre as ruas Cândido Tostes (via de acesso à Avenida Olegário Maciel) e Eduardo de Menezes. Conforme a turismóloga Kamila Domith, que mora em um prédio próximo ao cruzamento, os transtornos começaram há cerca de dois anos. "Com o tempo, as faixas para pedestre e sinalização de veículos foram apagando, e a rotatória praticamente não existe mais." Além de a pintura ter sido ofuscada pelo tempo, os tachões (tipo olhos-de-gato), utilizados para refletir luz e garantir maior segurança nas rotatórias, foram arrancados. Há pouco mais de um ano, o problema já havia sido mostrado pela Tribuna.
A funcionária de um mercado em frente ao local Sandra Souza confirma a situação. Nos quatro meses em que trabalha no comércio da região, ela afirma já ter presenciado algumas colisões. "Nos horários de pico, a situação piora. Já vi alguns esbarrões e muitas discussões entre motoristas, porque todos acham que têm a preferência na passagem." Sobre estes problemas no Bairro São Mateus, a Settra, por meio de sua assessoria, informou que aguarda a finalização de trabalhos da Cesama para iniciar a revitalização horizontal em toda a região. Não há prazo para a conclusão dos serviços.
O quadro se repete em outros pontos, como na Avenida Brasil, no cruzamento com a Ponte Nelson Silva, no Bairro Poço Rico. Neste ponto, há problemas de faixas de travessia apagadas e falta do "Pare" de um dos lados da via. Do outro, pedestres encontram dificuldade para atravessar devido ao tráfego intenso e à falta de sinalização horizontal. No caso da sinalização apagada em vários pontos do município, a Settra afirma que há um cronograma de trabalhos a ser seguido.

Pedestres convivem com o perigo
Na Avenida Independência, próximo à Rua Padre Café, em São Mateus, outra falha na sinalização foi encontrada. Apesar da abertura no canteiro central, indicando passagem dos pedestres, não há sinalização horizontal para que a travessia ocorra de forma segura. O local é de grande movimento, pois, em frente, está instalado um supermercado. Sobre isso, a Secretaria de Obras disse que aguarda a finalização do projeto de revitalização da Independência para fechar o caminho. Nenhum prazo foi estipulado.
A dificuldade de travessia em alguns pontos específicos da cidade levou a Settra a contratar, por meio de licitação, uma empresa que estuda as melhores alternativas para aumentar a segurança. Um destes trechos é próximo à Curva do Lacet, em frente ao Hospital Ascomcer. No local, não há faixas para travessia, mas pedestres se arriscam em meio aos carros para chegar ao outro lado da via.
O problema se repete próximo ao trevo do Bairro Teixeiras, no Pórtico Sul da UFJF e na Avenida Rio Branco, entre os bairros Altos dos Passos e Bom Pastor. A expectativa é de que haja uma solução para estes lugares nos próximos meses. O prazo para entrega do laudo é de seis meses.









