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Nova espécie de sapo localizada no Parque da Lajinha


Por Tribuna

12/02/2013 às 07h00

Animal mede menos de um centímetro na fase adulta

Animal mede menos de um centímetro na fase adulta

Uma nova espécie de sapo foi encontrada no Parque da Lajinha, no Teixeiras, Zona Sul. O estudo que descobriu o animal é de pesquisadores da UFJF, e durou cerca de seis anos. A publicação, que valida a pesquisa, saiu em dezembro passado em uma revista alemã. O "Adelophryne Meridionalis", como foi batizado o sapo, mede menos de um centímetro na fase adulta e foi capturado na porção de Mata Atlântica presente no parque. Os biólogos suspeitam que exista no local outra espécie ainda não registrada de sapo.

Segundo a professora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, que coordenou o trabalho, Rose Marie Hoffman de Carvalho, o sapo identificado em Juiz de Fora não é venenoso e possui coloração escura. "Por conta de seu tamanho, a captura só foi possível com o uso de armadilhas", explica a pesquisadora.

A confirmação de que se tratava de uma nova espécie ocorreu em 2010, e, até meados do ano passado, foram feitos diversos trâmites para que ela fosse reconhecida e catalogada. "A nova espécie é diferenciada por cinco características de outras sete do mesmo gênero, que são encontradas no Norte e Nordeste. Ela possui somente duas falanges (tipo de osso) no quarto dedo da mão em vez de três; tem o primeiro dedo menor ou igual ao quarto; as gotas na extremidade dos dedos do pé são menos salientes, exceto no quarto dedo; o tímpano não é visível e a pele dorsal é lisa."

A professora destacou que os anuros, grupo que compreende sapos, rãs e pererecas, são bioindicadores de qualidade do ambiente. "A presença destes animais é um indicativo que o ambiente está em boas condições. Quando há poluição do ar ou da água, eles não sobrevivem ou têm alterações no corpo, já que a respiração dos anfíbios é feita pela pele, e a grande maioria se reproduz na água." Ela pontuou ainda a importância do financiamento de pesquisas deste cunho. "Encontrar espécies novas em pequenos fragmentos de mata, como no Lajinha, mostra que estas áreas merecem ser estudadas e que nelas há possibilidade de encontrar novas espécies, que podem estar correndo o risco de serem destruídas antes mesmo de serem encontradas", finalizou.