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UFJF autoriza ampliaçãode pista no anel viário


Por Flávia Crizanto

11/12/2012 às 07h00

Engarrafamento próximo ao Pórtico Norte

Engarrafamento próximo ao Pórtico Norte

A duplicação de parte da pista do anel viário do Campus da UFJF, na saída do Pórtico Norte, foi permitida pelo Conselho Universitário (Consu). Desta maneira, a expectativa é que se reduzam os engarrafamentos diários no local, principalmente nas horas de rush, por volta do meio-dia e às 17h. A ampliação será de responsabilidade da Prefeitura de Juiz de Fora e deverá facilitar o acesso às avenidas Presidente Costa e Silva e José Lourenço Kelmer, no São Pedro. A intervenção poderá ser feita por meio de uma abertura de 2,4 metros no trecho ao longo da curva no interior do campus, onde acontecem as retenções por causa do afunilamento na via. Segundo o pró-reitor de Infraestrutura, Paschoal Roberto Tonelli, a decisão, confirmada ontem, havia sido tomada em uma reunião, na última semana de novembro. Em contrapartida, a universidade deu prazo de um ano para o município resolver o problema do tráfego na Cidade Alta. "O próprio reitor avisou diretamente ao prefeito Custódio Mattos sobre a decisão."

Segundo a assessoria de comunicação da Settra, o pedido de cessão da área havia sido feito no ano passado antes de as obras no entorno do campus começarem e incluía também a duplicação do Pórtico Sul, realizada em novembro de 2011, e da entrada e saída das pistas do Pórtico Norte. Entretanto, o Consu só liberou recentemente a intervenção nessa última, pelo fato de estudos técnicos mostrarem que a abertura da via no outro sentido prejudicaria ainda mais o tráfego no campus, pois, no trecho, existem a Farmácia Universitária, uma escola infantil e um traffic calming. Além disso, a avaliação anterior era de que não havia necessidade de sobrecarregar o tráfego de veículos em uma área tão pequena.

O pró-reitor explicou que todas essas intervenções estão sendo autorizadas com intuito de colaborar para uma melhor fluidez no trânsito, mas o tráfego crescente dos últimos anos tem prejudicado a universidade. "Durante os engarrafamentos, temos o problema dos barulhos em frente às unidades acadêmicas. Isso é simplesmente inimaginável dentro de uma universidade, não podemos prejudicar as atividades didáticas e acadêmicas. Esse problema de trânsito não é da universidade, é da Prefeitura. Nós só estamos procurando ajudar a encontrar a solução."

Uma série de obras e intervenções começou a ser feita na Cidade Alta em julho deste ano e, de acordo com a assessoria de comunicação da Settra, tem o intuito de resolver os problemas do trânsito na região. O órgão reforça que mais recursos estão sendo buscados por meio de um programa do Governo federal, o PAC Mobilidade. Quanto ao prazo estabelecido, a assessoria da pasta considerou impossível a Prefeitura se posicionar neste momento, visto que esta gestão está no fim.

 

‘Falta de planejamento’

De acordo com estudos técnicos realizados pela UFJF, o alargamento do Pórtico Norte não será a solução para o trânsito no local, que tem trazido sérios problemas para a universidade, desde quando começou a ser usada como uma das principais passagens para a região. "Chegamos à conclusão de que o aumento do tráfego na Cidade Alta é um resquício da falta de planejamento. Os nossos gestores públicos, nos últimos 30 anos, não pensaram nesse crescimento e deixaram proliferar os condomínios sem vias de acesso", explicou Tonelli.

Uma alternativa vista pela instituição é da implementação de um binário, no qual quem saísse pelo Pórtico Norte só poderia descer em mão única pela José Lourenço Kelmer, sentido Centro. Já a chegada à Cidade Alta seria realizada pela Pedro Henrique Krambeck, e a descida, pela Presidente Costa e Silva. A proposição não havia sido aceita pela Settra, conforme informou o pró-reitor.

Outra solução apontada é a retirada do fluxo de passagem de veículos do campus. A Settra comunicou que está captando recursos federais por meio do plano PAC Mobilidade e analisa a possibilidade do acesso à Cidade Alta ser feito pela entrada do Bairro Dom Orione, passando pela Rua Engenheiro Valdir Pedro Monachesi e pela Rua José Álvaro Rodrigues, para, então, chegar na Avenida Presidente Costa e Silva. O estudo ainda está sendo concebido e, em seguida, será feito o projeto executivo que avalia a viabilidade e os traçados.