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Homem é assassinado na porta da casa da namorada


Por Sandra Zanella

11/09/2012 às 11h01

*Atualizada às 16h46

  Um homem de 48 anos foi assassinado com um tiro no rosto, na frente da namorada, 43, na noite de segunda-feira, no Bairro Jóquei Clube III, Zona Norte da cidade. De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 23h, Robson Paulino de Almeida aguardava a mulher em frente à casa dela, na Rua Sargento Antônio Damião, quando um homem e um adolescente o abordaram na via pública. A companheira foi se encontrar com ele e deparou com uma discussão. O suspeito de atirar dizia que não havia gostado da atitude de Robson de ter retirado o próprio boné que usava e o jogado no chão de uma padaria e lanchonete, afirmando que quem mandava naquela área era ele. A mulher tentou intervir, pedindo para o homem parar de discutir. Neste momento, ele teria dito ao garoto para lhe passar uma arma já destravada e colocado o objeto na cintura. Quando a namorada pensou que o suspeito teria desistido da ação criminosa, ele sacou o armamento e atirou contra a vítima, alvejada no queixo.

  Robson caiu no chão ferido. Após disparar, o atirador teria falado para a mulher ir embora e fugiu a pé. O Samu foi acionado para prestar socorro à vítima, mas quando a equipe chegou ao local constatou o óbito. Peritos da Polícia Civil estiveram na cena do crime e realizaram os levantamentos. O corpo foi removido e levado para o Instituto Médico Legal (IML). Ainda conforme a PM, várias viaturas foram empenhadas no rastreamento na tentativa de localizar o assassino, mas o suspeito não foi encontrado. O caso está sendo investigado pela 3ª Delegacia.

  Na manhã desta terça-feira (11), parentes de Robson compareceram ao IML para aguardar a liberação do corpo. Sem muitas informações sobre o ocorrido, um dos irmãos da vítima, Rossan Alves de Almeida, 42, estava indignado com a banalidade da violência. "Foi um choque. Recebi a notícia hoje (terça). Ninguém tem culpa de nada, mas matar por causa de um boné? O povo está muito sem amor. Quantos casos bobos aconteceram? Não estou culpando as autoridades, mas estamos em um país de faroeste, quem saca primeiro mata." Segundo ele, Robson trabalhava como lustrador de móveis e morava no Bairro Jardim Santa Isabel, Zona Norte. "Isso não pode ficar assim. Meu irmão não pode ser só mais um na estatística." Conforme Alexsandro, Robson deixou duas filhas, de 14 e 17 anos, um rapaz, 25, e uma neta de cerca de 1 ano.