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Perfil do eleitor juiz-forano foi disponibilizado pelo TSE


Por Táscia Souza

11/07/2012 às 06h00

 Exatos 71,6% dos eleitores que vão às urnas no dia 7 de outubro escolher quem vai ocupar a Prefeitura de Juiz de Fora e as 19 cadeiras do Legislativo pelos próximos quatro anos não possuem diploma de ensino médio. E o percentual, que abarca 276.904 pessoas, pouco diz a respeito dos votantes que estão de fato na faixa etária que deveria estar regularmente matriculada no antigo segundo grau. Isso porque os adolescentes de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, somam apenas 4.259, o equivalente a 1,11% do total.src=http://eleicoes2012.tribunademinas.com.br/layout/uploads/images/politica2.jpg

As estatísticas do eleitorado juiz-forano foram disponibilizadas, nesta semana, no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De junho de 2008 até o mês passado, quando terminou o período de inscrição eleitoral para quem vai votar neste pleito, a quantidade de títulos habilitados na cidade subiu de 368.012 para 386.662, um aumento de 18.650 votantes ou 5% a mais.

A maior fatia dos eleitores, correspondente a 33%, está situada entre aqueles que começaram, mas não concluíram, o ensino fundamental. Se forem incluídos nesta lista os analfabetos e analfabetos funcionais (que só leem e escrevem), o número de eleitores de Juiz de Fora sem o certificado do antigo primeiro grau sobe para 160.569, o que representa 41,52%. Na contramão, a fração de aptos a votar que pelo menos começou o ensino superior se configura como minoria e não atinge 10%. Mesmo somados aos que concluíram o ensino médio, o número de eleitores com maior grau de instrução é inferior a 30%.

Melhoria

Comparada às eleições municipais de 2008, entretanto, a escolaridade do eleitorado juiz-forano melhorou. Há quatro anos, o percentual de votantes sem ensino médio ultrapassava 74%, enquanto aqueles sem ensino fundamental passavam de 45%. Dos analfabetos até os que completaram o ensino básico, todos os percentuais apresentaram queda de 2008 para 2012. Em contrapartida, os índices reagiram desde os que iniciaram o curso de nível médio até os que completaram o ensino superior. Entre analfabetos e analfabetos funcionais, por exemplo, houve uma queda de quase 1,3 ponto percentual. Já a parcela do eleitorado entre os que completaram a faculdade ou mesmo começaram algum curso superior subiu de 9,03% para 9,96%.