Novo sistema de radar é testado no Cascatinha

Fiscalização eletrônica é aprovada por moradores e comerciantes do entorno
A fiscalização eletrônica de infrações de trânsito vai ser ampliada no município, com radares simultâneos de excesso de velocidade e avanço de semáforos. Equipamentos instalados na Avenida Doutor Paulo Japiassu Coelho perto do cruzamento com a Rua Tom Fagundes, no Bairro Cascatinha, Zona Sul, já funcionam em fase de testes. A operação foi iniciada na manhã de domingo, quando o tráfego precisou ser interditado na região. Os dados recolhidos dos radares servirão de base para nortear as ações da Settra, como viabilidade de outros pontos de fiscalização no município.
De acordo com a assessoria da Prefeitura, a licitação de 2010 foi homologada. Segundo o antigo edital, a previsão é de instalação de 40 pontos no total, sendo 20 pontos com radares tradicionais, que vistoriam apenas o excesso de velocidade, funcionando em esquema de rodízio, e a inclusão de 20 pontos com os novos equipamentos simultâneos. Conforme o antigo documento, no Bairro Cascatinha, além do cruzamento da Japiassu com Tom Fagundes, ainda seria implantado outro aparelho na interseção da avenida com a Itamar Soares.
Comerciantes e moradores do entorno relatam a necessidade da vigilância. "É muito comum vermos todo tipo de infração por aqui. Desde avanços de sinal até conversões irregulares. Acho que será bom ter o radar. Vai nos dar mais segurança", comentou o vendedor Rafael Mayrink. Outro empresário, Samuel Martins, também defende os aparelhos, desde que haja sinalização informativa dos radares. "É comum termos acidentes aqui, por isso acho que será positivo. Entretanto, é preciso que a Prefeitura sinalize o local, já que o aparelho tem caráter preventivo. Senão, terá a função apenas de arrecadação."
Conforme a assessoria da Prefeitura, é preciso, nesse primeiro momento, verificar se o aparelho, disponibilizado pela empresa GCT, cumprirá todas as especificações técnicas da licitação. Em abril, o secretário de Transporte e Trânsito, Rodrigo Tortoriello, informou que a forma de contrato com a empresa será alterada para pagamento por funcionamento e não mais por produtividade ou sobre o percentual de multas aplicadas, como acontecia.









