Apontado como integrante do ‘tribunal do crime’ do CV é preso com laboratório de drogas na Zona Sul de Juiz de Fora
Denúncia apontava que imóvel na Zona Sul era usado como laboratório para preparo e armazenamento de drogas
Um jovem de 20 anos, apontado por um informante da Polícia Militar como integrante do chamado “tribunal do crime” do Comando Vermelho no Bairro Ipiranga, na Zona Sul de Juiz de Fora, foi preso por tráfico de drogas na noite de sábado (9). Além dele, um homem de 52 anos também foi preso e porções de maconha apreendidas.
O caso teve início após o informante relatar à PM que um dos imóveis ligados ao suspeito estaria sendo utilizado como laboratório para preparo e fracionamento de drogas. As denúncias também davam conta que o jovem fazia exibições de arma de fogo em via pública e nas redes sociais. Três viaturas da tropa especializada em intervenções de risco, o Grupo Especializado em Recobrimento (GER) da Polícia Militar, foram mobilizadas para o local.
O jovem de 20 anos foi localizado do lado de fora da residência e, inicialmente, nenhum material ilícito foi encontrado com ele. Após autorizar a entrada dos militares no imóvel, os policiais visualizaram um homem correndo pela laje da casa. Pouco depois, o suspeito, de 52 anos, foi encontrado escondido dentro do guarda-roupa de um dos quartos. Ainda no interior da residência, a PM localizou um cômodo que funcionaria como “uma espécie de laboratório” para preparo e armazenamento de drogas.
Durante as buscas, foram apreendidos um saco contendo diversas porções de crack, 86 buchas de maconha, três celulares e uma câmera de monitoramento posicionada em direção à mesa onde os entorpecentes eram preparados. Ainda conforme a Polícia Militar, uma grande quantidade de cocaína também foi localizada dispersa no vaso sanitário, indicando tentativa de descarte da droga.
Suspeito de 52 anos disse que trabalhava no tráfico em condições análogas à escravidão
À PM, o suspeito mais velho relatou que tentou se desfazer da droga ao perceber a aproximação das viaturas. Segundo ele, os entorpecentes pertenciam ao jovem, para quem trabalhava. Ainda conforme o depoimento, o homem afirmou exercer as atividades “em condições análogas à escravidão” e disse que era monitorado pela câmera encontrada pelos militares, que era utilizada para fiscalizar o seu trabalho e evitar o extravio das drogas.
Próximo à residência, em uma área de mata, os militares encontraram 81 papelotes de cocaína escondidos dentro de uma bermuda. Em conversa com a polícia, o jovem de 20 anos assumiu a posse do material e confirmou que o outro suspeito trabalhava para ele. No entanto, preferiu permanecer em silêncio sobre a destinação e a comercialização dos entorpecentes.









