Canteiros na avenida dividem opiniões

Espaço é construído na altura do Manoel Honório
A implantação de um canteiro na Avenida Rio Branco, no trecho entre a Avenida Governador Valadares e a Rua Américo Lobo, no sentido Manoel Honório/Centro, tem dividido opiniões entre os motoristas que utilizam este segmento da via. Com a mudança, que faz parte do projeto de reestruturação urbanoviária da avenida, haverá quatro pistas no sentido Manoel Honório/Garganta do Dilermando, das quais, no trecho próximo à Rua Américo Lobo, duas serão reservadas para acomodar os veículos que vão convergir à esquerda nesta via, e duas ficarão disponíveis para os que seguem na Rio Branco. O mesmo procedimento acontece no sentido inverso, próximo ao acesso à Rua Sergipe. Nas pistas de fluxo oposto destes dois trechos, que possuem menor demanda, haverá somente duas faixas, onde antes haviam três.
Para alguns condutores, a mudança tem sido motivo de aborrecimento. "Não consigo entender o que leva a reduzirem o número de pistas em uma cidade como Juiz de Fora, onde o trânsito só aumenta. É claro que o resultado é engarrafamento", reclama o contador Evandro José da Silveira. "Em vez de fazer isso, deviam colocar um semáforo no acesso da Rio Branco à Rua Sergipe, porque lá está perigoso", completa a professora Dulce Ferreira, que relata ter passado por retenções no trecho. Outros motoristas, entretanto, avaliam a alteração como positiva. "Foi a única coisa boa nessa obra da Rio Branco. Sempre tinha algum esperto que tentava passar na frente de outros carros para fazer a conversão. Agora vai ficar mais organizado", defende o comerciante Wilson Martins Filho.
Para o especialista em engenharia de transporte José Luiz Britto Bastos, o transtorno que a implantação do canteiro vem causando pode estar relacionado ao despreparo da população em relação à mudança. "Toda alteração no tráfego passa por um período de adaptação, quando pode haver problemas porque as pessoas ainda não estão habituadas." Ele ressalta, entretanto, que a nova disposição das pistas era necessária no trecho. "Esta faixa de espera para conversão é necessária, porque desafoga o fluxo do restante da pista e permite maior manobra na realização da manobra. A utilização de canteiros com esta finalidade é um procedimento comum dos órgãos de trânsito, com o tempo a população vai acabar vendo melhora neste ponto da avenida."
De acordo com a assessoria de comunicação da Settra, a decisão foi tomada com base na demanda de cada sentido da via, e a instalação do canteiro permite a organização do fluxo de veículos que fazem conversão na Américo Lobo, que tem tráfego intenso de carros e ônibus. Já em relação ao sentido oposto, a secretaria informou que a demanda é menor, e o fluxo poderá ser comportado nas duas faixas disponibilizadas. O mesmo vale para o acesso à Rua Sergipe. A assessoria informou, também, que o tráfego ainda não está operando de acordo com o que está previsto pela obra, o que não tem previsão para acontecer. A pasta acrescentou que as melhorias devem começar a ser observadas quando todo o processo for concluído, já que o projeto visa a dar mais fluidez e segurança ao trânsito da Rio Branco.








