Alimentos irregulares em hospital de Cataguases
A Polícia Civil de Cataguases recolheu, em ação conjunta com a Vigilância Sanitária, meia tonelada de alimentos irregulares em um hospital de Cataguases. Entre os produtos, que seriam utilizados na alimentação dos pacientes, estavam carne, leite, queijo e arroz. Conforme informações da Polícia Civil, o material estava armazenado de forma inapropriada na cozinha do estabelecimento de saúde, além de não possuir indicadores do prazo de validade. A operação partiu de denúncia anônima, e três pessoas foram detidas e levadas à delegacia: o gestor, a nutricionista e o farmacêutico. Todos já foram liberados e vão responder, em liberdade, por crimes contra a saúde pública e contra a relação de consumo.
De acordo com o provedor da unidade, José Eduardo Machado, a comida apreendida é proveniente de uma fazenda que foi doada ao hospital em 1935, e que desde então vem abastecendo o órgão de produtos de origem agropecuária. Os alimentos não estavam estragados, os produtos eram trazidos diretamente para cá: a carne, o leite e o queijo, as verduras, por isso nada tinha selo de qualidade ou data de validade. Segundo Machado, a intenção do hospital é continuar usando os produtos advindos da propriedade rural. Vamos legalizar a situação e submeter os produtos aos órgãos reguladores. Não tem nada de errado com o que é produzido lá.
A Polícia Civil também encontrou problemas no lixo do hospital. Materiais que precisam de descarte especial, como luvas e embalagens usadas, estavam misturados ao lixo comum. Além disso, foram apreendidos instrumentos ortopédicos sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A vistoria detectou, ainda, adulteração na data de validade de dois galões de detergentes, que apontavam fabricação no dia 11 de abril, sendo que a operação foi realizada na terça-feira, dia 10. Os galões estavam com a data de quando seriam recarregados, com novo detergente, procedimento que é rotineiro no hospital. Se houvesse adulteração da data por má fé, haveria mais recipientes com o dia modificado. Quanto ao lixo, estávamos seguindo orientações da Vigilância Sanitária. Até outro dia, aquele tipo de luva podia ser descartado no lixo comum. Fomos surpreendidos por essa injustiça com a instituição, justifica o gestor do hospital.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam e o prazo para fechar o inquérito é de 30 dias. Neste período, funcionários e fornecedores serão convocados a depor sobre o caso. Não houve registros na cidade de pacientes que tenham passado mal por terem feito refeições no hospital, que continua funcionando normalmente.








