Polícia e fiscais fazem megaoperação e cercam feira da Av. Brasil

Ruas do entorno cercadas e pedestres revistados
Atualizada às 15h22
Mais de 200 policiais militares e 50 fiscais da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) fizeram um cerco à feira da Avenida Brasil e ao entorno, na manhã deste domingo (10). A operação resultou na apreensão cinco toneladas de materiais diversos, como roupas, calçados e óculos. Mais de 3 mil mídias piratas e 715 pacotes de cigarro, além de 295 maços avulsos também foram apreendidos. Armas também foram encontradas, e seis pessoas foram detidas. As fiscalizações e abordagens começaram por volta das 9h e se estenderam até o início da tarde. Foram ocupados tanto as pistas da Avenida Brasil na margem esquerda do Rio Paraibuna, onde funciona a chamada feira legalizada, quanto o outro lado da via, conhecido pelo mercado negro.
Uma funerária que funcionava de forma clandestina foi interditada pela SAU. Macas, materiais para embalsamar corpos e caixões foram encontrados pelos fiscais. No local, que fica na Rua Padre Júlio Maria, ainda foram apreendidos um morteiro de uso exclusivo das Forças Armadas, um revólver calibre 22, um simulacro de uma espingarda, além de uma besta, arma parecida com uma espingarda, com um arco de flechas acoplado. O dono do estabelecimento foi preso por posse ilegal de arma de fogo. Ele ainda será autuado pela situação da funerária.
De acordo com o comandante da 3º Companhia de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar, tenente-coronel Edelson Gleick, não é possível relacionar o material encontrado na funerária com a venda de armas na Avenida Brasil. É comum entre os suspeitos presos com armas de fogo em Juiz de Fora a justificativa de que os objetos foram comprados na feira clandestina. Inclusive essa explicação teria sido dada, na última sexta-feira (8), pelo adolescente de 16 anos que confessou ter matado com um tiro na nuca o taxista Marcelo Luna Alvarenga, de 33 anos. “Não dá para afirmar se esse é um discurso mais fácil. Mas temos a convicção de que algumas armas podem ter sido compradas aqui mesmo”, explica o tenente-coronel. “Este lado da feira é irregular e onde também ocorrem alguns crimes e contravenções, como a venda de mídias piratas e cigarros, normalmente provenientes de contrabando ou descaminho, e há também denúncias sobre a venda de armas”, completa.











