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Goteiras no terminal rodoviário


Por Tribuna

10/11/2012 às 07h00

A chegada da chuva expôs problemas na cobertura do Terminal Rodoviário Miguel Mansur, no Bairro São Dimas, Zona Norte. Ontem passageiros reclamaram de goteiras espalhadas de ponta a ponta do saguão durante a chuva. Assentos foram interditados por funcionários e diversos cavaletes com o aviso de piso escorregadio foram distribuídos pelo espaço. O aposentado Sérgio Duarte, 43 anos, que usa muletas para conseguir se locomover, caiu após possivelmente ter escorregado no chão molhado. Fui na agência da Previdência Social resolver um problema e, chegando lá, escorreguei. O chão parecia ter recebido algum tipo de resina, e ainda tinha muita água. Os passageiros, que pagam taxa de embarque de até R$ 3,40, cobram melhor manutenção da estrutura que cobre o espaço.

Usuário do terminal há vários anos, o autônomo Silvano Fernandes, 47, diz que o problema é recorrente. Acho que, para uma cidade como a nossa, é um absurdo a administração não providenciar o reparo e simplesmente colocar aqueles cavaletes de piso escorregadio. É preciso que o terminal ofereça o mínimo de conforto.

O gerente da Sinart, empresa que administra a rodoviária, Artur Bittencourt, reconhece o problema na estrutura, que existe há 24 anos e tem 16 mil metros quadrados de área coberta. Ele ressalta, no entanto, que é constante o trabalho de recuperação de calhas, troca de telhas e impermeabilização do revestimento. Este ano, foram investidos R$ 300 mil só no telhado. Devido ao longo período de estiagem este ano, o trabalho foi feito na época de seca, mas, sem chuvas, não houve como o resultado da impermeabilização ser avaliado de forma satisfatória. Por isso, o paliativo para este período chuvoso é sinalizar ou até interditar os locais afetados pelas goteiras para evitar acidentes. Sobre o homem que escorregou ontem, o gerente diz que nenhuma reclamação oficial de usuários chegou ao conhecimento da administração.