Falta alternativa imediata para rua
Os transtornos causados na Rua Oswaldo Aranha devido ao intenso movimento de veículos e pessoas, como publicado pela Tribuna esta semana, reacenderam a discussão sobre uma provável saturação da via, que não consegue atender a demanda dos automóveis que passam pelo local diariamente. A via é uma das poucas alternativas da população para chegar a bairros da Zona Sul, como o São Mateus e Cascatinha.
Na opinião do engenheiro especialista em trânsito Luiz Antônio Moreira, não há uma solução para o problema em curto prazo e apenas medidas paliativas podem ser realizadas. A retirada da Área Azul (como anunciada na quinta-feira) pode contribuir para aumentar a capacidade do fluxo. Se conseguirem eliminar todas as áreas de estacionamento para ter duas faixas de rolamento, o trânsito ficaria melhor. Ainda conforme o especialista, a situação é complicada, pois a cidade está constituída, e a largura da via definida. Perguntado sobre a possibilidade de proibir a passagem de veículos pesados na rua, Moreira afirma que este não é o melhor caminho. A Rua São Mateus tem muitos comércios, que necessitam do serviço de carga e descarga das mercadorias. Não há como impedir este acesso, avalia.
Ontem a reportagem esteve local por volta das 18h, horário considerado de pico. Curiosamente o trânsito fluía normalmente, principalmente pela ausência de pedestres no asfalto, próximo aos bares, já que estava chovendo. Geralmente não é assim. As retenções aqui são constantes, afirma a estudante Jamila Veloso, 28 anos, moradora da área. Já a artesã Roberta Bifano, 45, diz que o movimento de carros é grande a todo o momento. Na opinião dela, não há como resolver o problema. Não existe nenhuma via para dividir este fluxo.
De acordo com a assessoria de imprensa da Settra, não há projeto específico para melhorar os acessos ao Bairro São Mateus. Sobre a Rua Oswaldo Aranha, foi informado que a retirada da Área Azul será avaliada durante os próximos dias. Técnicos também vão acompanhar o tempo semafórico do cruzamento com a Avenida Rio Branco para descobrir se o equipamento também contribui para provocar os engarrafamentos. A assessoria recordou a concepção de um estudo que avalia a possibilidade de construir um binário no bairro, com a criação de novas ruas. No entanto, as modificações não afetariam diretamente a Rua Oswaldo Aranha.








