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Qualidade do ar atinge estado de atenção


Por Eduardo Valente

10/09/2012 às 20h21

A umidade relativa do ar atingiu o menor índice este ano em Juiz de Fora. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a qualidade do ar chegou aos 21%. Conforme o Ministério da Saúde, na faixa entre 20% e 30%, o estado é considerado de atenção, e problemas respiratórios podem surgir. O índice registrado foi o menor do ano na cidade. O recorde anterior era do último domingo: 25%. No ano passado, as autoridades chegaram a anunciar estado de alerta, quando a umidade caiu a 19%, no dia 6 de setembro. Segundo o meteorologista Jorge Moreira, do 5º Distrito do Inmet, a qualidade do ar deve começar a melhorar apenas na quinta-feira, embora não haja previsão de chuvas significativas para esta semana.

O tempo seco e as temperaturas elevadas, que ontem chegaram a 29,6 graus, também favorecem as queimadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 51 atendimentos apenas nos dez primeiros dias do mês. Um dos destaques foi registrado no Morro do Cristo, no sábado, quando foram atingidos cerca de três mil metros quadrados de vegetação, o equivalente a um terço de um campo de futebol, constituídos por fragmentos da Mata Atlântica. O fogo foi controlado apenas às 2h de domingo. Mas resquícios ainda tiveram que ser debelados durante a tarde do mesmo dia. Além de 15 bombeiros, três guardas municipais participaram da operação.

Flora e fauna

Conforme o chefe do Departamento de Fiscalização Ambiental da Agenda JF, Luiz Antônio da Costa Venâncio, a mata do Cristo é formada por inúmeras espécies da fauna e da flora. "O problema agora é que o fogo cria um ambiente hostil para a vida de muitas espécies. Pode acontecer de alguns destes animais, como os quatis, saírem da mata em busca de alimentos no perímetro urbano."

Venâncio também explica ser difícil descobrir as causas do incêndio, mas, caso seja constatado se tratar de iniciativa criminosa, o suspeito pode ser autuado, conforme a legislação vigente. "O importante é pedirmos às pessoas para não atearem fogo na vegetação. Isso causa enormes prejuízos, além do incômodo imediato aos moradores da região."

 

Saúde

No período de tempo seco, aumenta a procura por atendimentos nas clínicas médicas. De acordo com o clínico geral José Sabe Musse, as doenças mais comuns são as respiratórias, como sinusite, otite e pneumonia, e outras infecciosas, como a conjuntivite. "O ar está muito seco, e isso irrita os olhos. Por isso, é recomendado o uso de colírios lubrificantes. Também é importante educar as pessoas sobre a maneira correta de respirar: inspira-se pelas narinas, e expira-se pela boca. O nariz é um filtro natural do ar e ajuda a evitar problemas maiores."

Ingestão de água, sucos, vitaminas e até isotônicos são recomendados. "Ajuda muito, principalmente à noite, quando a pessoa já está em casa, descansando, e a perda de nutrientes é menor."