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Operação conjunta desmantela quadrilha que roubava residências de alto padrão

Ação conta com polícias Militar e Civil dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais; quatro foram presos em Juiz de Fora e dois em Divino


Por Michele Meireles e Marcos Araújo, repórteres

10/06/2021 às 09h20- Atualizada 10/06/2021 às 19h38

: Movimento de viaturas da PM do Rio de Janeiro chamou atenção no Teixeiras (Foto: Ricardo Miranda)

Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar de Minas Gerais e Rio de Janeiro, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público foi deflagrada, na manhã desta quinta-feira (10), em Juiz de Fora. De acordo com informações da Polícia Civil fluminense, a ação tem por objetivo frustrar as ações de uma quadrilha que assaltava residências de alto padrão nos dois estados. Agentes cumpriram mandados em Juiz de Fora e em Divino, município distante cerca de 170 quilômetros. As apurações dão conta de que o grupo teria roubado pelo menos R$ 5 milhões em dinheiro nos últimos meses, além de diversos objetos.

Agentes envolvidos na operação “Esquema Preferido” cumpriram sete mandados de prisão, sendo quatro deles em Juiz de Fora, e sete de busca e apreensão. Um foragido da Justiça do Rio pelo crime de homicídio também foi capturado. Foram apreendidos bens de valor, ouro, dinheiro, vários veículos, motos e até jet ski. Os presos e os materiais apreendidos foram encaminhados para a delegacia de Polícia Civil de Paraíba do Sul.

Participam da ação agentes do Gaeco de Minas Gerais, 30 policiais militares do Rio de Janeiro, 16 policiais civis do Rio de Janeiro, 18 policiais civis de Minas Gerais, 12 policiais militares de Minas Gerais e 16 policiais rodoviários federais. O helicóptero Pégasus da PM também deu apoio à manobra.

Conforme informações da Polícia Civil de Minas Gerais, a troca de informações com a Polícia Civil do Rio de Janeiro ocorreu após a terceira fase da operação Marcos 4:22, deflagrada no dia 31 de março deste ano, depois de investigação realizada pela 37ª Delegacia de Polícia Civil de Divino. A série de manobras teve início em agosto do ano passado, todas realizadas pela Polícia Civil de Divino, e prendeu suspeitos de envolvimento com drogas e crimes patrimoniais. Como alguns deles eram investigados também pela polícia carioca, os trabalhos conjuntos começaram este ano.

As investigações realizadas em conjunto levaram à identificação, até o momento, de sete suspeitos de integrarem a organização criminosa. Apenas no início de março deste ano, a quadrilha teria roubado R$ 3,3 milhões em dinheiro e outros objetos na cidade de Paraíba do Sul (RJ), os quais foram recuperados em parte na terceira fase da operação Marcos 4:22.

Dois dos suspeitos são moradores da cidade de Divino, um da cidade de Muriaé e quatro de Juiz de Fora, sendo que dois dos sete investigados já foram presos na 3° fase da operação Marcos 4:22.

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Divisão de tarefas e ‘modus operandi’

As investigações revelaram que a quadrilha já vinha agindo há um bom tempo com divisão de tarefas previamente delineadas, havendo indícios de participação de mais componentes ainda não identificados. Os suspeitos de maior hierarquia no grupo, e destinatários das maiores partes na partilha dos frutos dos crimes, estavam investindo os valores provenientes dos crimes em imóveis de alto padrão, veículos de luxo, jet ski e outros bens de valor.

As polícias dos dois estados acreditam que os membros da organização criminosa sejam autores de diversos assaltos cometidos nos últimos anos em diferentes municípios de ambos os estados.

Segundo a Polícia Civil, eles escolhiam e estudavam os alvos de forma criteriosa, organizando todos os detalhes do crime. O ‘modus operandi’ era manter as vítimas reféns por várias horas. Conforme a Polícia Civil, eles abordavam alguém com acesso ao interior do imóvel do lado de fora e, em seguida, forçavam o refém a dar acesso ao interior da residência aos demais membros do grupo, sendo todos os moradores mantidos sob domínio de armas de fogo.

 

(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

 

 

 

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