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Oito casas serão demolidas no Graminha após deslizamento que isolou bairro

Oito casas serão demolidas no Graminha após deslizamento que isolou bairro

(Foto: Leonardo Costa)

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Oito casas serão demolidas no Bairro Graminha, Zona Sul de Juiz de Fora, como parte das intervenções necessárias após o deslizamento de terra registrado durante as fortes chuvas que atingiram a cidade no fim de fevereiro. Conforme apurou a Tribuna de Minas, o maquinário necessário para a operação chegaria ainda nesta terça-feira (10), e a previsão é que os trabalhos de demolição comecem nesta quarta-feira (11). Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), a medida é considerada “essencial” para permitir a estabilização do talude na área afetada e, assim, avançar nos trabalhos que podem levar à retomada do acesso viário ao bairro, que permanece comprometido desde o desastre.

A informação sobre a demolição dos imóveis também circulou em um grupo de moradores do bairro por meio de um áudio atribuído à secretária de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular, Cidinha Louzada. Na gravação, ela afirma que as últimas famílias retiravam seus pertences e que a Prefeitura se preparava para iniciar a demolição, além de pedir que moradores evitem circular pela área durante os trabalhos devido aos riscos.

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A Prefeitura reforçou que a prioridade é realizar a intervenção com rapidez, mas mantendo os protocolos de segurança necessários devido à instabilidade do terreno. Não há, porém, previsão de quando o acesso ao bairro poderá ser liberado, já que o prazo depende do andamento dos serviços.

Em nota, o Executivo municipal afirmou que a intervenção será realizada com isolamento da área, controle de acesso e monitoramento técnico da Defesa Civil, devido aos riscos envolvidos na derrubada das estruturas. Ainda de acordo com a PJF, após a conclusão dos trabalhos, o planejamento operacional prevê “a limpeza das ruas, agilizando a retomada do trânsito no local”.

Segundo a Administração municipal, a demolição é uma etapa necessária para permitir a estabilização do talude onde ocorreu o deslizamento. De acordo com a Administração municipal, somente após essa etapa será possível avançar nas demais intervenções previstas para a área, incluindo a limpeza das vias atingidas.

Os oito imóveis a serem demolidos estão evacuados e interditados desde o início dos deslizamentos. Conforme a Prefeitura, equipes realizaram busca ativa para que as famílias pudessem retirar seus pertences com segurança antes do início da intervenção, procedimento que foi acompanhado pela Defesa Civil.

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A Prefeitura informou, ainda, que as famílias atingidas já passam por um pré-cadastro para avaliação da concessão de benefícios sociais. Segundo o Executivo, a análise será feita pelas equipes técnicas do Município, e a orientação é que os moradores procurem o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo para formalizar o cadastro.

Após a demolição, o planejamento operacional prevê a retirada dos entulhos e a limpeza das vias atingidas pelo deslizamento. A expectativa da Administração municipal é que, com o avanço dessas etapas e a avaliação das condições de segurança do terreno, seja possível avançar no processo que pode levar à liberação do acesso ao bairro.

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Avenida Joaquim Vicente Guedes, no Bairro Graminha (Foto: Leonardo Costa)

Interdição isola parcialmente o bairro

Desde o deslizamento no fim de fevereiro, moradores do Graminha e do Cruzeiro do Sul enfrentam dificuldades de deslocamento devido à interdição da via que liga a região a outros bairros da cidade. No Graminha, o principal acesso é realizado pela Avenida Joaquim Vicente Guedes, que permanece bloqueada, comprometendo a circulação de moradores e veículos na região.

Em matéria publicada pela Tribuna no dia 1º de março, moradores do Graminha e do Cruzeiro do Sul relataram dificuldades para se deslocar, com aumento no tempo de trajeto e limitações para chegar ao trabalho, à escola e a serviços básicos.

Nos dias seguintes, moradores também cobraram soluções para restabelecer a circulação na região. Em outra reportagem publicada pela Tribuna no dia 4 de março, a população relatou preocupação com o isolamento do bairro e pediu celeridade nas intervenções necessárias para garantir a segurança da área e a retomada do tráfego. No mesmo dia, moradores retiraram as barras de contenção instaladas na Avenida Joaquim Vicente Guedes para abrir passagem para veículos — as barreiras foram posteriormente recolocadas pela Prefeitura.

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Como forma de amenizar os impactos no transporte, a Prefeitura criou uma linha emergencial de ônibus para atender moradores da região. A medida, anunciada no dia 5 de março, buscava garantir o deslocamento da população enquanto o acesso principal permanecia interditado e foi adotada após manifestações de moradores, que afirmavam estar isolados após as chuvas que atingiram a cidade.

Ainda assim, moradores continuam enfrentando dificuldades de deslocamento, já que o acesso principal ao bairro permanece comprometido desde o deslizamento. A demolição das oito casas integra o conjunto de intervenções previstas para a área e é apontada pela Prefeitura como uma etapa necessária para avançar na estabilização do terreno e permitir o andamento das demais obras na região.

Questionada pela Tribuna se, com a demolição, a entrada do bairro seria liberada, a PJF informou que a medida é necessária, entre outros trabalhos, para que o acesso possa eventualmente ser liberado. No entanto, não há previsão de quando isso poderá ocorrer, já que o prazo depende do andamento dos serviços.

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Famílias passam por pré-cadastro para benefícios

Ainda em nota, a PJF informou que agiliza os processos para a concessão de benefícios às famílias. Segundo o Executivo, todos os moradores afetados passam por um pré-cadastro, para que a equipe técnica avalie cada situação e, a partir disso, faça a solicitação dos auxílios. A orientação é que as famílias procurem o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo para realizar o cadastro. Neste momento, não é necessário estar com o CadÚnico atualizado nem apresentar laudos da Defesa Civil.

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