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Homicídios caem 2,62% em Minas


Por Tribuna

10/03/2016 às 07h00- Atualizada 10/03/2016 às 08h06

O número de vítimas de homicídios em Minas Gerais caiu 2,59% em 2015. Foram 4.177 mortes no ano passado, contra 4.288 em 2014. É a primeira vez que a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) divulga a quantidade de vítimas numa série de anos completos. Antes, os dados disponíveis expressavam o número de registros, sem somar o número de vítimas de homicídio por registro. Conforme os dados do Governo, em Juiz de Fora, a queda foi de 9,84%, com 110 mortes no ano passado contra 122 em 2014.

Os números de vítimas de homicídios foram inseridos no site da Seds (www.seds.mg.gov.br) também para os anos de 2013 e 2012, estando disponíveis para consulta pelos cidadãos em geral. Em 2015, também houve queda de 3,22% na taxa de vítimas de homicídios por cem mil habitantes. O índice foi de 20,02, para uma população no Estado estimada pelo IBGE em 20.869.101 habitantes. Em 2014, a taxa foi de 20,68, para uma população de 20.734.097 habitantes.

O ano de 2015 foi marcado por uma forte redução dos homicídios no município de Belo Horizonte: 22,42%. Foram 609 vítimas no ano passado, contra 785 em 2014. Diferentemente do restante do estado, a estatística de homicídios de Belo Horizonte não se limita aos registros primários (Registros de Eventos de Defesa Social, os antigos BOs), mas compreende um cruzamento com os inquéritos abertos pela Polícia Civil.

Redução de 7%

Apesar dos números apresentados pela Seds, a Tribuna, por meio de levantamento que leva em conta também os óbitos ocorridos posteriormente aos crimes, apontou que, no ano de 2015, Juiz de Fora acumulou 131 casos de pessoas que perderam a vida de forma violenta. O número, dez vítimas a menos, foi cerca de 7% menor na comparação ao registrado em 2014, quando houve 141 homicídios, também conforme levantamento do jornal. A redução foi a primeira verificada em cinco anos, período em que a cidade viu explodir os assassinatos, em uma escalada assustadora. O ápice do crescimento aconteceu entre os anos de 2011 e 2012, quando houve aumento das ocorrências de cerca de 90%, saltando de 52 para 99 casos.