Apreendido adolescente suspeito de matar taxista

Jovem foi encontrado em casa no Monte Castelo
A Polícia Militar apresentou, na tarde dessa sexta-feira (8), o suspeito, 16 anos, de ter assassinado com um tiro na nuca o taxista Marcelo Luna Alvarenga, 33, no final da noite da última segunda-feira, no Bairro Santa Rita, Zona Leste. Segundo o comandante da PM, coronel Ronaldo Nazareth, a motivação do crime foi uma dívida de drogas. "O adolescente afirma categoricamente que o taxista estava devendo a ele cerca de R$ 240 relativos à compra de droga e que, por este motivo, ele o matou." A PM apreendeu também um revólver calibre 38, que teria sido utilizado no crime. Arma estava com outro adolescente, 17. Outros dois jovens, 17 e 15, também foram apreendidos na manobra, que foi desencadeada nos bairros Carlos Chagas e Monte Castelo, Zona Norte da cidade.
Na presença da imprensa, o suspeito afirmou que se encontrou com o taxista na Praça do Bairro Manoel Honório, Zona Leste." De lá fomos para o Santa Rita, e, em uma rua sem saída, dei o tiro." Ele disse que estava sendo pressionado pelo traficante para o qual trabalhava. Segundo o adolescente, há três semanas, Marcelo teria comprado cocaína com ele e não teria voltado para pagar a dívida. "O dono da droga estava querendo o dinheiro, e se eu não ‘passasse’ (matasse) ele, quem ‘rodava’ era eu. Acabei de sair da ‘prisão’ (Centro Sócioeducativo) por causa de um assalto e já fui preso de novo." O jovem garantiu que estava sozinho no momento do disparo.
Ronaldo Nazareth afirmou que a investigação sobre o caso foi feita pelo setor de inteligência da PM em parceria com a Polícia Civil. "Embora o menor diga que estava sozinho, acreditamos que havia outra pessoa com ele, que está foragida." Sobre os outros adolescentes apreendidos, o comandante esclareceu que está descartada a participação deles no assassinato. Um dos rapazes, 17, foi detido no Carlos Chagas com a arma. De lá, os policiais seguiram para uma residência no Monte Castelo, onde estavam os outros três. "O menor que matou o taxista assumiu que a arma era dele e que ela foi utilizada no delito. Os outros três jovens foram conduzidos por terem ligação com o suspeito e por estarem com porções de maconha. "O procedimento seria encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. Fica a cargo da juíza Maria Cecília Gollner Stephan decidir o que será feito com eles.
Repercussão
A morte do profissional causou comoção entre a categoria, que se mobilizou e realizou protestos pedindo mais segurança. Também foram feitas duas reuniões com autoridades para discutir a situação dos taxistas da cidade. No último encontro, a PM prometeu reforçar a operação "Para, Pedro", que prevê a parada de táxis e abordagem de passageiros. "A elucidação deste caso é uma resposta à categoria e também à sociedade, e mostra que estamos fazendo um trabalho firme", finalizou o coronel Ronaldo Nazareth.








