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Greve chega a 60 dias na Polícia Civil


Por Tribuna

09/08/2013 às 07h00

A greve na Polícia Civil completa nesta sexta-feira (08) 60 dias e, de acordo com a direção do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol/Zona da Mata), serviços relacionados à documentação e ao licenciamento de veículos estão atrasados devido à falta de profissionais. A informação, conforme o diretor regional do Sindpol, Marcelo Armstrong, é que a demora para dar baixa, tirar registro e transferência ultrapassa 15 dias, uma vez que apenas 30% do efetivo estão trabalhando nas unidades da Polícia Civil. Conforme Armstrong, o movimento conta com uma adesão positiva em toda a Zona da Mata. No último dia 7, 25 policiais da região participaram do acampamento que policiais promovem na sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte.

Vinte e duas barracas do sindicato foram montadas na entrada do prédio. Os policiais da região permaneceram no protesto por dois dias. A manifestação visa a chamar a atenção dos deputados e do Governo do estado para a aprovação da nova lei orgânica da polícia. A categoria almeja melhores condições de trabalho, reestruturação de carreiras, aumento do efetivo com a realização de mais concursos públicos e valorização da instituição. "A organização internacional do trabalho estipula um policial para cada mil habitantes. Hoje Juiz de Fora conta com 120. Pela conta, deveria ter mais de 500", pontua o sindicalista.

Foi convocada, para o próximo dia 14, nova assembleia geral, na qual será deliberada a ocupação do plenário da ALMG, a fim de intensificar a mobilização. Segundo Armstrong, três ônibus já estão previstos para levar servidores da Zona Mata, a fim de participarem do encontro.

Quanto à redução das atividades da Polícia Civil, o delegado regional, Paulo Sérgio Virtuoso, informou que não há alteração no atendimento à população e que, no período de greve, estão sendo priorizados as investigações de crimes como homicídio e serviços da Delegacia de Trânsito. Esta quinta a Tribuna ouviu funcionários de algumas autoescolas da cidade, e todos disseram que não perceberam alteração na marcação de exames de direção. Entretanto, um segurança, 25, ouvido pelo jornal, relatou que, na terça-feira da semana passada, levou sua motocicleta para vistoria, mas a verificação do veículo foi realizada apenas dois dias depois. Ele também reclamou que o documento foi emitido após uma semana. "Fui informado pelos funcionários que a demora era em função da greve e que a vistoria estava sendo feita apenas uma vez por semana. Fiquei prejudicado, pois preciso da minha moto para trabalhar."