PJF estuda passar gestão do Restaurante Popular para entidade sem fim lucrativo
Possibilidade é prevista por projeto de lei de autoria do Município que tramita na Câmara; neste caso, seleção seria feita por chamamento público

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Adicionar Tribuna de MinasA Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) estuda adotar um novo modelo de gestão do Restaurante Popular, colocando na mesa uma possível parceria com organização da sociedade civil. A possibilidade está descrita em um projeto de lei de autoria do Poder Executivo que solicita autorização ao Legislativo para que o novo formato de administração do local possa ser implantado. “Atualmente, funciona por concessão a título oneroso com exploração de serviço, conforme dispõe a Lei municipal 13.696, de 4 de maio de 2018”, afirmou a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (Seapa) da PJF por meio de nota encaminhada à Tribuna.
Segundo a Seapa, a possibilidade colocada no projeto de lei formatado pelo Município é aventada em um período que antecede o fim da atual concessão para a prestação do serviço, uma vez que o contrato vence no início de maio de 2022. “Solicitamos a inclusão dessa nova modalidade com o objetivo de ampliar as possibilidades de gestão do Restaurante Popular para os próximos processos”, diz a pasta. De acordo com a proposição, caso a parceria com organização da sociedade civil para a gestão do restaurante seja aprovada pela Câmara e este seja o caminho escolhido pela PJF, a seleção da entidade ocorrerá por meio de chamamento público.
Assim, o projeto de lei prevê a inclusão do modelo, mas mantém ainda a possibilidade de delegar a prestação do serviço por meio de concessão nos moldes atuais. Contudo, o texto propõe uma segunda alteração. No modelo de concessão, o Município fica autorizado a subsidiar o custo da refeição fornecida pelo Restaurante Popular até o limite de 50% do valor estabelecido para cada prato. Já no caso de uma parceria com entidade a ser escolhida por chamamento público, esse percentual aumentará e poderá chegar a 100%. “Atualmente, o valor da refeição é de R$ 7. A PJF subsidia 50% do valor, ou seja, R$ 3,50”, detalha a Seapa. Assim, o preço pago pelos usuários é de R$ 3,50 por refeição. “Neste ano de 2021, desde a reabertura do equipamento de Segurança Alimentar para consumo no local, servimos, em média, 700 refeições por dia”, reforça a pasta.
A mensagem do Executivo que trata das alterações na gestão do Restaurante Popular e também no percentual do subsídio a ser pago pelo Município iniciou tramitação no último dia 2 de dezembro, após ser lida no plenário da Câmara. A proposição tramita em caráter de urgência. “Como forma de garantir o acesso aos alimentos, a proposta amplia a possibilidade de subsídio para até 100% na hipótese de celebração de parceria com organização da sociedade civil. Faz-se necessário destacar que o projeto atende aos anseios do Município, cujo interesse é promover o acesso aos alimentos por parte da população em estado de vulnerabilidade”, afirma a PJF na justificativa anexada ao projeto de lei.









