Bebê cardíaco passa por cirurgia, mas continua grave
O bebê de São Lourenço, no Sul de Minas, portador de uma cardiopatia congênita que dificulta a oxigenação do sangue, foi operado na noite da última quarta-feira (7), às 20h, no Monte Sinai. Segundo informações da assessoria do hospital, foi feita uma cirurgia paliativa, pois o bebê precisa crescer para passar por outras intervenções corretivas. O objetivo do procedimento cirúrgico foi garantir o fluxo de sangue para o pulmão, que é o principal comprometimento da patologia cardíaca congênita com que ele nasceu.
A equipe da terapia intensiva neopediátrica e cardiologia tentou, inicialmente, estabilizar o quadro do bebê antes do procedimento, mas ele não reagiu como esperado. A decisão, então, foi por fazer a intervenção, mesmo com o bebê em estado crítico. Ainda conforme a assessoria, ele suportou bem a cirurgia, mas seu estado ainda é muito grave e ele permanece sob cuidados intensivos, respirando por aparelhos. Não há previsão ainda de quanto tempo ele necessitará de suporte respiratório e monitorização em UTI.
Caso
A família ganhou na Justiça o direito de que o recém-nascido receba atendimento especializado particular custeado pelo SUS. O menino nasceu no dia 28 de outubro na Casa de Caridade de São Lourenço, e os pais, uma jovem de 16 anos e um rapaz de 18, não tinham condições de arcar com o alto custo dos procedimentos. A transferência do bebê para Juiz de Fora foi realizada por uma UTI Móvel de um plano de saúde, serviço também custeado pelo SUS, como determinou mandado de segurança expedido pelo juiz Fábio Garcia Macedo Filho, da 2ª Vara Cível de São Lourenço. A ordem, expedida na tarde do último sábado (2), previa que a criança recebesse atendimento em Belo Horizonte, mas, diante da dificuldade para encontrar leito disponível na capital mineira, foi rastreada outra unidade, inclusive no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O advogado da família chegou a pedir a prisão do secretário de Saúde de São Lourenço, Mauro Guimarães Junqueira, e a aplicação de multa de valor não inferior a mil reais por hora de descumprimento do mandado de segurança. A ordem finalmente foi cumprido na manhã de segunda (5), quando a criança chegou ao Hospital Monte Sinai por volta de 6h40.








