Ônibus voltam a circular após protesto de sindicato nas garagens das empresas
Manifestação aconteceu no início da manhã desta terça, mas foi encerrada em seguida pelos trabalhadores

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Adicionar Tribuna de MinasO Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sinttro) realizou bloqueio em três garagens do Consórcio Via JF na manhã desta terça-feira (8), impedindo a saída de veículos do transporte coletivo urbano de Juiz de Fora. A manifestação marcou posição contrária à circulação de micro-ônibus sem cobrador e foi encerrada ainda no início desta manhã, mas foi o suficiente para causar atraso em alguns itinerários. De acordo com o sindicato que representa a categoria, uma reunião foi marcada com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para a tarde de quarta-feira (9).
O Sinttro defende que a circulação dos micro-ônibus é proibida pelo Acordo Coletivo de Trabalho assinado pelas empresas para o biênio 2022/2023, posição que é questionada pelo Consórcio Via JF. “Rodaram cinco micro-ônibus ontem e, por conta disso, a categoria cobrou do sindicato uma posição. A nossa posição é defender os postos de trabalho”, afirma o vice-presidente do Sinttro, Claudinei Janeiro.
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Segundo o representante sindical, a obstrução das garagens foi encerrada após uma promessa, por parte do Consórcio Via JF e da PJF, de que o micro-ônibus não irá circular. O sindicato não descarta paralisação caso os veículos voltem a circular sem cobrador. “(A circulação dos micro-ônibus) não foi definida por lei, pela Prefeitura, e a gente não sabe nem por que esse ônibus está rodando. Queremos saber se os postos de trabalho estão garantidos e precisamos saber disso”, critica Janeiro. O Sinttro afirma que há reunião marcada com a Prefeitura para a quarta, às 17h.
Em nota, a Via JF informou que a paralisação na porta das garagens das empresas São Francisco e Ansal gerou atrasos na operação das linhas de ônibus em Juiz de Fora. O ato terminou, conforme o consórcio, por volta das 6h, após intervenção da Polícia Militar. “O Consórcio Via JF afirma que o movimento não tem legitimidade alguma, ou seja, a paralisação é ilegal. Medidas cabíveis estão sendo tomadas judicialmente para garantir o direito da população ao serviço de transporte coletivo urbano.”









