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Prédio do Castelo da Borracha deve ser demolido na sexta


Por Eduardo Valente

08/11/2011 às 05h00

Está prevista para a próxima sexta-feira, véspera de feriado prolongado, a demolição do prédio onde funcionava o Castelo da Borracha, na Avenida Getúlio Vargas, no Centro. A construção de sete andares foi uma das atingidas pelo incêndio do dia 24 de outubro, que começou na loja Tete Festas, na Rua Floriano Peixoto, e se alastrou por outras edificações. De acordo com a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), os proprietários do prédio informaram que uma empresa privada de engenharia fará a demolição. No entanto, até ontem, o plano de ação ainda não havia sido definido pelos órgãos responsáveis.
Conforme a assessoria de imprensa da SAU, o trabalho deve ser concluído no mesmo dia. Para que o imóvel seja demolido será necessário reforço no piso, o que permitirá o uso de máquinas. Não foi divulgado que processo será empregado para derrubar o imóvel, mas a expectativa da secretaria é de que não haja utilização de explosivos por causa da fragilidade da edificação, já condenada pela Defesa Civil, e a proximidade com outras construções.
Até o final da tarde de ontem, a Cemig não havia sido informada oficialmente sobre a demolição. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, a comunicação deve acontecer com, pelo menos, 15 dias de antecedência. A assessoria informa que no cruzamento entre a Rua Floriano Peixoto e a Avenida Getúlio Vargas existe uma rede de média tensão, responsável por abastecer cerca de sete mil clientes da área central. Caso o processo de demolição empregado coloque a rede em risco, o fornecimento deve ser suspenso. Ainda conforme a assessoria da Cemig, se a notificação for enviada com antecedência, os transtornos podem ser minimizados.
A Settra também aguarda a conclusão do plano de demolição para definir as intervenções a serem adotadas no trânsito. De acordo com o chefe do Departamento de Fiscalização da pasta, Jorge Lima, pode não ser necessário interromper o tráfego na região, mas também existe a possibilidade de interdição parcial da Avenida Getúlio Vargas (com a circulação autorizada apenas para ônibus urbanos).
Já a Cesama informou que o abastecimento não será comprometido. Apenas a ligação de água do prédio será desativada. Em relação à demolição da edificação onde ficava o Hotel Nacional, na Floriano Peixoto, a SAU comunicou que o procedimento terá início apenas após os trabalhos no Castelo da Borracha.

Avaliação
Engenheiros da Defesa Civil e de uma empresa privada estiveram sábado no local do incêndio e fizeram nova vistoria nos prédios afetados. Após esta avaliação ficou definido que os prédios do Castelo da Borracha e do Hotel Nacional devem ser totalmente demolidos. O comandante da Defesa Civil, major José Mendes, informou que a intervenção é necessária devido ao "risco iminente de desabamento". Já a construção onde funcionava a Tete Festas, segundo major Mendes, terá a estrutura recomposta e preservada.