Cinco são presos em operação que apura uso de brechó para lavar dinheiro do tráfico em JF
Investigação aponta mulher de 45 anos como líder do grupo; outro suspeito segue foragido
Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (8), no bairro Vila Esperança, em Juiz de Fora, suspeitas de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. Segundo as investigações, o grupo seria liderado por uma mulher de 45 anos e contaria com a participação da irmã dela, do marido, de um sobrinho e de um homem sem parentesco com a família – todos presos durante a operação. Outro sobrinho da suposta líder também é investigado por envolvimento no esquema, mas permanece foragido.
As prisões ocorreram durante a Operação Ponto Omega, realizada a partir de articulação entre o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e o 27º Batalhão de Polícia Militar de Juiz de Fora e que contou com helicópteros e cães da PMMG. A suspeita é de que a organização criminosa atuasse na cidade há pelo menos três anos. Todos os investigados possuem registros de ocorrências anteriores na polícia – incluindo a mulher apontada como líder do grupo, que já tinha passagem por tráfico de drogas.

Apontada como liderança, a mulher de 45 anos teria utilizado um brechó para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas, conforme apurado pelo serviço de inteligência durante as investigações. Ela era o principal alvo da operação, que também tinha como investigados sua irmã, de 42 anos, e três homens, de 19, 34 e 40 anos, entre eles dois sobrinhos e o marido da suspeita. Todas as prisões ocorreram durante o cumprimento de mandado de prisão no bairro Vila Esperança, enquanto mandados de busca e apreensão foram cumpridos também nos bairros Igrejinha e Náutico, todos na Zona Norte de Juiz de Fora. Durante a ação, foram apreendidos celulares, porções de cocaína e maconha, além de dois veículos que tiveram o sequestro determinado.
Os investigados já vinham sendo monitorados por suspeitas de envolvimento com organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de indícios de incompatibilidade entre o patrimônio acumulado e a renda declarada. Segundo o tenente-coronel Flávio Tafúri, o grupo já havia sido alvo de uma ação policial há cerca de uma semana, quando foram apreendidas 36 barras de maconha em Igrejinha. A apreensão teria causado prejuízos financeiros à organização criminosa, enquanto a operação desta quinta-feira (8), que resultou na prisão de cinco suspeitos, representaria um novo desdobramento do desmatelamento das atividades do grupo.
Como balanço, Tafúri indicou a expectativa para que a comunidade do bairro se sinta mais segura.
“O pessoal estava se sentindo inseguro com a presença deles”, disse o tenente-coronel, que informou que já existia várias denúncias contra as atividades do grupo no local. A polícia também informou que segue com a operação para localizar o homem foragido e pediu que a população denuncie caso tenha algum tipo de informação.









