Umidade baixa favorece queimadas

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Adicionar Tribuna de MinasDezesseis ocorrências de fogo em vegetação foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros nos oito primeiros dias deste mês. A situação se deve aos baixos índices de umidade relativa do ar, agravados, nos últimos dias, pela presença de uma massa de ar seco e frio sobre grande parte do estado. Um dos casos que chamou atenção aconteceu na manhã desta quinta-feira (08), quando as chamas se alastraram em uma mata no Bairro São Bernardo, Zona Sudeste, atrás do prédio conhecido como Minhocão. Conforme os bombeiros, apenas entre maio e julho, 53 chamados desta natureza foram atendidos no município. O patamar é inferior ao observado em igual período de 2012, quando foram registradas 86 ocorrências.
De acordo com o assessor de comunicação do 4º Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), capitão Marcos Moreira Santiago, as queimadas são consequência, também, da intensificação dos ventos nesta época do ano, o que ajuda a alastrar o fogo. "As queimadas são verdadeiros desastres ecológicos. Acabam com o solo, com a fauna e a flora e provocam erosões. A fumaça (decorrente dos incêndios) pode causar também problemas respiratórios e até acidentes de trânsito, porque prejudica a visibilidade. Além disso, também afeta a camada de ozônio", disse, ressaltando cuidados que podem ser adotados para evitar estes incidentes (ver quadro).
Conforme o pesquisador do 5º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Claudemir de Azevedo, a umidade deve continuar baixa nos próximos dias, embora permaneça em níveis confortáveis. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), patamar abaixo dos 30% afeta a saúde humana. No entanto, nos últimos dias, a média vem se mantendo em 50%. Azevedo alerta, porém, que os índices ainda podem cair durante este inverno. Em Juiz de Fora, a menor umidade relativa do ar foi de 26% este ano, registrada no dia 1º deste mês. Em 2012, o nível foi mais baixo, com 20%, em 19 de setembro.









