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Laje cai e mata homem no Morro da Glória


Por Guilherme Arêas

08/08/2012 às 07h00

Duas pessoas trabalhavam no local, quando estrutura se partiu

Duas pessoas trabalhavam no local, quando estrutura se partiu

O primeiro dia de obras na garagem de um prédio residencial no número 326 da Rua dos Artistas, no Morro da Glória, região central da cidade, terminou de forma trágica após a morte de um servente de pedreiro, de 43 anos. Era o primeiro dia de trabalho, no local, de André Luiz Eduardo da Silva, que foi contratado para demolir uma laje na garagem, na parte dos fundos do prédio. Ele e o colega Alife Moraes Mazini, 18 anos, trabalhavam desde às 8h. Por volta das 14h, André pisou em uma parte instável da laje, que inclinou, fazendo com que o servente fosse jogado no chão, a uma altura de menos de 3 metros. Quando a estrutura de concreto, já solta, voltou à posição inicial, ela se partiu e caiu sobre o trabalhador, que já estava no chão e teve todo o corpo atingido pelos destroços. Desesperado, o colega acionou os moradores, que ligaram para os bombeiros, mas era tarde demais. Minutos depois, uma equipe do Samu constatou o óbito do trabalhador. O corpo foi removido no final da tarde.

Alife teve mais sorte. "Quando eu percebi que a laje ia cair, tentei avisá-lo. A laje gangorrou, ele passou por debaixo dela e depois ela caiu sobre ele. Eu consegui ficar pendurado na corda pelo cinto de segurança", detalha o colega. Segundo o jovem, André também estava com o cinto de segurança, mas o equipamento não estaria ancorado na corda. Ambos estavam sem capacete. No momento do acidente, a maior parte da laje já havia sido derrubada.

O responsável pela obra também trabalhava no local, mas não estava no momento do acidente. Ele confirmou aos técnicos da Defesa Civil não ter empresa legalmente constituída para oferecer o serviço e que a obra não tinha alvará de demolição, documento necessário para esse tipo de intervenção. Um técnico da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) confirmou a irregularidade da obra.

O chefe do departamento de Operações Técnicas da Defesa Civil, Adair Elpes, completou:

"Não foi visto escoramento da laje, o que seria normal nesse caso. A estrutura também já estava bastante desgastada. Constatadas essas irregularidades, cabe a obra ser embargada." Esse procedimento foi feito pela SAU ainda na tarde de terça-feira (07). A perícia da Polícia Civil realizou os procedimentos no local, e o caso deverá ser investigado para apontar as responsabilidades.