Equipar unidade é desafio para PJF
O custo dos equipamentos que integrarão o Hospital Regional de Urgência e Emergência, no Bairro São Dimas, Zona Norte, pode chegar a R$ 50 milhões, superando os R$ 42 milhões destinados à construção da unidade. Em visita ao canteiro de obras, na tarde de ontem, o prefeito Custódio Mattos conversou com engenheiros que avaliavam a estrutura e fizeram a projeção inicial. O valores definitivos devem ser divulgados em um mês. O chefe do Executivo sinalizou que vai iniciar diálogos com o Governo estadual para discutir a viabilização da verba. Ele se mostrou positivo quanto à transação, que deve contar com contrapartida da Prefeitura. "O Estado, quando entrou na aventura conosco, sabia o tamanho dela. A vantagem é que não vai ser totalmente surpreendido, porque tem uma experiência prévia", declarou, referindo-se ao hospital de porte semelhante inaugurado em Uberlândia. Na visão dele, a Administração precisa dar início ao processo licitatório até o final deste ano, para que a aparelhagem chegue a tempo de garantir a conclusão da unidade, prevista para julho do próximo ano.
"Não sei se fico alegre ou se fico assustado com o tamanho do empreendimento que estamos fazendo. É uma coisa bastante inédita, o Município assumir a gestão de um equipamento desse porte", disse Custódio. O prefeito também falou sobre as estimativas de custos relativos à manutenção da unidade, que devem ficar entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões por mês. Já a conservação dos equipamentos será de cerca de R$ 3 milhões por ano.
O prefeito comentou a necessidade de uma "engenharia gerencial, com a participação dos governos federal e estadual e de todos os municípios da região" para que a estrutura tenha o funcionamento assegurado. Como frisou, trata-se de um equipamento regional, que vai contemplar um universo de aproximadamente dois milhões de pessoas, de 95 municípios da macrorregião Sudeste. "Chegarão no hospital pacientes atendidos pelo Samu e encaminhados pelos serviços de saúde de municípios vizinhos. Em suma, aquele que está no limite entre a vida e a morte e precisa do melhor em termos de tecnologia médica para salvar a sua vida." Na unidade, além dos serviços de urgência e emergência, serão realizados exames por imagens e gráficos, cirurgias, internações intensiva e semi-intensiva, internação geral nas áreas de pediatria, acidente vascular cerebral (AVC) e clínica médica e cirúrgica.
Custódio fez, ainda, explanações acerca de como deverá ser a gestão do hospital, considerando ser "praticamente impossível gerenciar um equipamento dessa complexidade sem se socorrer em organizações especializadas". Como exemplo, ele citou os gargalos vivenciados na administração do HPS atualmente, como a dificuldade em manter o quadro de médicos. Sendo assim, ele acredita que será preciso contratar uma entidade especializada em gerenciamento hospitalar.
Em relação ao andamento das obras, em dois dos quatro blocos, a parte estrutural está sendo finalizada, e as equipes já iniciaram a fase de alvenaria e acabamentos. De acordo com a assessoria da Secretaria de Obras, 100% da parte estrutural dos blocos A e D já estão concluídos, onde já foram iniciadas as obras de alvenaria e acabamento. Já nos blocos B e C, as equipes trabalham na conclusão da estrutura dos primeiros pavimentos. Conforme a construção avança, também estão sendo executados os serviços de instalação das tubulações elétricas e hidráulicas, além das redes externas. Cerca de 200 funcionários trabalham simultaneamente nos quatro prédios que compõem a unidade.










