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Motoristas e cobradores paralisam atividades na madrugada

Cerca de 60 ônibus foram impedidos de sair da garagem da Gil, entre 3h e 7h, de acordo com sindicato


Por Tribuna

08/06/2020 às 08h44- Atualizada 08/06/2020 às 09h03

Na madrugada desta segunda-feira (8), motoristas e cobradores da empresa Goretti Irmãos Ltda (Gil) paralisaram suas atividades em reivindicação ao pagamento integral dos salários. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Sinttro), cerca de 60 ônibus foram impedidos de sair da garagem da empresa, entre 3h e 7h. A viação atende a Zona Leste de Juiz de Fora.

Conforme a categoria, a Gil havia realizado o depósito de apenas 40% do valor dos vencimentos dos seus colaboradores. Na manhã desta segunda, os trabalhadores acordaram com a empresa a quitação do restante do salário em duas parcelas: uma será paga no dia 19 e a outra em 26 de junho.

Em nota, a Gil informou que “houve um piquete do Sindicato”, acrescentando que os funcionários haviam compreendido a situação da empresa e quiseram trabalhar, saindo com os ônibus assim que conseguiram. Ainda conforme a concessionária, houve uma tentativa de negociação, já que a empresa havia demonstrado a necessidade de dividir o pagamento, entretanto, “na quinta-feira (4) os membros do Sindicato não compareceram ao encontro marcado”. A Gil lembrou, ainda, “que o movimento é ilegal, há uma liminar, de março, que impede paralisações por 90 dias”.

 As demais empresas que atuam no transporte público da cidade – Ansal, São Francisco e Tusmil – realizaram os pagamentos integrais acordados entre as partes na sexta-feira, quinto dia útil do mês. 

Acordo com funcionários

Em abril deste ano, a categoria e as concessionários firmaram um acordo para redução de jornada e salários dos funcionários nos moldes da Medida Provisória 936, do Governo federal. Tal dispositivo instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e definiu exceções temporárias nas relações trabalhistas de forma a enfrentar os estados de calamidade e de emergência de saúde pública por conta da pandemia do coronavírus. Desta forma, parte dos vencimentos dos motoristas e cobradores tem sido quitada pelas empresas, enquanto a complementação é feita pela União.

Em meio às dificuldades financeiras relatadas pelas empresas por conta da queda do número de passageiros, a Prefeitura de Juiz de Fora busca a concessão de um subsídio de R$ 3 milhões para a manutenção do sistema de transporte coletivo urbano da cidade. O valor seria exclusivo para pagamento dos cerca de 3.500 trabalhadores que atuam no sistema.