Oficina de jornalismo ambiental será realizada no Jardim Botânico da UFJF

Atividade gratuita em Juiz de Fora aborda crise climática, ecologia urbana, desastres e cobertura jornalística ambiental


Por Tribuna de Minas

08/05/2026 às 09h29

O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebe, no dia 16 de maio, a oficina “Introdução ao Jornalismo Ambiental”, ministrada pela jornalista Valéria Costemalle. A atividade será realizada das 9h às 12h, no Centro de Educação Ambiental do espaço, com inscrições gratuitas pelo site ufjf.br/jardimbotanico.

A oficina terá 30 vagas disponíveis. Conforme a organização, o formulário de inscrição será fechado automaticamente assim que todas as vagas forem preenchidas. A abertura da atividade será feita pelo professor Fabrício Alvim, doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília e coordenador do Laboratório de Ecologia Vegetal do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF.

A proposta do encontro é discutir como a cobertura jornalística pode tratar, com mais precisão, temas relacionados à crise climática, aos desastres urbanos e às decisões públicas que influenciam seus impactos. A oficina parte de questionamentos sobre a forma como enchentes, deslizamentos e ilhas de calor ainda são frequentemente descritos apenas como consequências de chuvas intensas.

Segundo Valéria Costemalle, a cobertura de desastres urbanos muitas vezes separa os fenômenos de suas causas estruturais e políticas. Para ela, jornalistas são capazes de narrar realidades complexas com precisão e compromisso público, mas nem sempre têm acesso a ferramentas científicas suficientes para contextualizar os acontecimentos.

Conforme a jornalista, o curso pretende oferecer uma base sobre biomas, ecologia urbana e crise climática, além de apresentar caminhos para transformar esse conhecimento em uma cobertura mais aprofundada. A proposta é aproximar a prática jornalística de dados científicos e de instrumentos de análise que ajudem a explicar os fatores por trás dos eventos climáticos extremos.

Em fevereiro de 2026, Juiz de Fora registrou 65 mortes relacionadas à tragédia climática e acumulou 733 milímetros de chuva no mês, volume 331% acima da média histórica. “O desastre não começou com a tempestade. Começou anos antes, em verbas cortadas, obras não executadas e um Plano Diretor que ninguém leu no jornal”, ressalta.

Entre os conteúdos previstos na oficina estão noções de ecologia, biomas e serviços ecossistêmicos aplicados ao jornalismo; dados sobre Mata Atlântica e Amazônia e sua relação com as cidades; causas de ilhas de calor, enchentes e deslizamentos; arborização urbana, poda adequada e espécies nativas; Plano Diretor participativo; legislação climática; e dados oficiais de Juiz de Fora em 2026.

Valéria Costemalle é jornalista e doutoranda em Biodiversidade e Conservação da Natureza pela UFJF. A trajetória reúne pesquisa científica e comunicação, com atuação voltada à tradução de temas ambientais para uma linguagem acessível ao público. Como pesquisadora, trabalha com biodiversidade, ecossistemas e impactos climáticos. Como jornalista, busca transformar ciência em narrativa compreensível e conectada ao interesse público.

Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

 

Resumo desta notícia gerado por IA

  • O Jardim Botânico da UFJF recebe, no dia 16 de maio, a oficina gratuita “Introdução ao Jornalismo Ambiental”.
  • A atividade será ministrada pela jornalista Valéria Costemalle e terá 30 vagas disponíveis.
  • O encontro vai abordar crise climática, ecologia urbana, biomas, legislação climática e cobertura de desastres.
  • A oficina busca oferecer ferramentas científicas para qualificar a cobertura jornalística sobre eventos climáticos extremos.