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PM que atirou deve se apresentar hoje


Por Tribuna

08/02/2012 às 07h00

O cabo da PM de 47 anos suspeito de atirar com uma pistola 380 contra a cabeça de uma mulher, 51, no Ipiranga, Zona Sul, ainda não foi localizado. O titular da 1ª Delegacia Distrital e responsável pelo inquérito que apura a tentativa de homicídio, Rodrigo Rolli, começou a ouvir testemunhas e parentes da vítima. Na tarde de ontem, foram quatro pessoas. Hoje, segundo ele, mais seis pessoas deverão prestar depoimentos. A advogada do investigado fez contato e informou que ele deve ser apresentado amanhã (hoje). Caso contrário, posso pedir a prisão preventiva dele. A expectativa é de que a pistola que teria sido usada no crime seja apresentada. Segundo o delegado, também já foi solicitada a cópia do prontuário médico da mulher.

O policial, lotado na 32ª Companhia da PM, estava de licença médica no dia do crime. Segundo o assessor de comunicação do 27º Batalhão da PM, tenente Flávio Luiz de Campos, caso não se apresente nos oito dias seguintes ao vencimento do período de afastamento legal, ele poderá incorrer em crime militar. De acordo com o Código Penal Militar, no oitavo dia de falta, ele estará cometendo crime de deserção.

A PM instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do suspeito como policial. Como o cabo não estava de serviço no dia, o crime é considerado comum e está sendo investigado pela Polícia Civil. A tentativa de homicídio ocorreu após um desentendimento na porta de um bar, na noite de domingo, na Avenida Darcy Vargas. Pelo menos sete tiros teriam sido disparados na via pública, onde havia inclusive crianças. A vítima foi alvejada na região frontal do crânio, na presença do marido e da filha. Ela foi socorrida pelo Resgate e internada em estado grave na sala de urgência do Hospital de Pronto Socorro (HPS). Conforme a assessoria da Secretaria de Saúde, até ontem à noite, ela continuava sedada, respirando com a ajuda de aparelhos. Seu quadro era considerado grave, porém estável.