Rede garante segurança em bairro
Um aplicativo de celular que interliga vizinhos e Polícia Militar tem aumentado a sensação de segurança no Bairro Jardim Laranjeiras, na Zona Sul da cidade. O projeto-piloto intitulado Rede de Segurança Virtual de Moradores foi implantado no mês de outubro, depois que a comunidade procurou a PM e relatou preocupação com os casos de furtos e roubos na região. A ferramenta, denominada Telegran, é uma espécie de whatsapp, porém, com uma capacidade maior, podendo cadastrar até 200 usuários por grupo. A rede do Jardim Laranjeiras conta atualmente com 114 moradores e funciona da seguinte maneira: ao perceber uma atitude suspeita, o participante posta o fato no grupo, e quem está conectado passa a observar e trocar informações. “A rede não substitui a ligação para o 190. O que orientamos aos moradores é que, quando a situação for de maior gravidade, a pessoa deve acionar primeiro o 190 e depois fazer o relato na rede”, alertou o tenente da 32ª Cia e coordenador das atividades da rede virtual, Gilmar da Silva. “Por meio do aplicativo, acompanhamos o fato, orientamos os usuários sobre como proceder diante da situação e, se houver necessidade, mandamos uma viatura ao local para verificar o caso. É uma forma de fazermos um trabalho preventivo e repressivo, quando for necessário”, esclarece o tenente.
Apesar do pouco tempo de implantação do dispositivo, o militar afirma que o número de ocorrências no Jardim Laranjeiras caiu drasticamente. “Mesmo sendo um lugar tranquilo e não muito grande, já percebemos que o número de furtos e roubos caiu. O objetivo da ferramenta é compartilhar informações e aumentar a sensação de segurança no bairro, além de nos aproximarmos da comunidade. A rede também é uma forma de os moradores cuidarem do bairro.”
A comunidade já comemora o resultado alcançado. A enfermeira Maíla Corrêa Letra, 39 anos, conta que, antes do aplicativo, teve sua casa invadida e só percebeu a ação depois, ao dar falta do dinheiro. Ela atesta que agora todos os vizinhos estão de olho. “Percebemos uma humanização entre os vizinhos, uma preocupação maior uns com outros. Mas temos que ter cuidado com as informações e as fotos que postamos, conforme fomos orientados, para não acharmos que todo mundo que anda no bairro é suspeito.” O analista de sistema João Gilbert, 44, acrescenta. “A ideia funciona, mas não pode virar paranoia. É preciso bom senso. O objetivo do grupo é alertar para o que está acontecendo e postar apenas informações relevantes, senão perde a credibilidade e as pessoas acabam desistindo. Temos que ter cuidado para não criminalizarmos o cidadão.”
Além das orientações dadas por meio do aplicativo, a Polícia Militar realiza reuniões periódicas com a comunidade. “Nos encontros, são comentadas situações corriqueiras e passadas dicas de segurança. É uma oportunidade para manter o contato com os moradores, ouvir suas sugestões e aprimorar o projeto”, garante o tenente.
Novidade no comércio
Com objetivo de expandir a iniciativa para outras regiões, a rede virtual tem sido apresentada aos comerciantes da Rua São Mateus. Militares têm percorrido os estabelecimentos, realizado um cadastro e verificado a adesão dos proprietários à iniciativa. Segundo o tenente da 32ª Cia e coordenador das atividades, Gilmar da Silva, o aplicativo interligado ao projeto “Olho vivo” poderá reduzir o número de ocorrências registradas na região, além de trazer mais segurança. “Nos lugares que já percorrermos, os comerciantes mostraram grande interesse em participar do grupo”, informou o oficial.









