Drogas em debate

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“Morrem mais pessoas na guerra contra o tráfico do que pelo uso da droga”, revela o delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Orlando Zaccone em seu discurso a favor da legalização dos entorpecentes. Ontem ele esteve em Juiz de Fora a convite do Conselho Municipal de Políticas Integradas Sobre Drogas (Compid) para uma roda de conversas. Segundo ele, só a descriminalização irá possibilitar políticas públicas efetivas para conter a dependência. O delegado defende que a violência é causada pela proibição, não pela droga. “Só é punido quem opera nos setores menos lucrativos do tráfico, que são os pobres da favela. É hipocrisia pensar que quem vende a droga é o responsável por todo mal que ela causa. Ninguém fala que as cervejarias são responsáveis pelo alcoolismo. É arbitrária essa definição do que é lícito e ilícito, existem as drogas do bem e as do mal na cabeça da sociedade.” Ainda de acordo com ele, o Brasil foi o primeiro país do mundo a criminalizar a maconha. A erva era usada pelos escravos e considerada pelos aristocratas como causadora de doenças mentais, revelando, conforme Zaccone, um contexto racista da proibição.









