Começa feira Viva sem glúten na Antônio Carlos

Visitantes conheceram e experimentaram produtos
Começou nesta quinta-feira (7) e segue até sábado, das 9h às 18h, na Praça Antônio Carlos, a 1ª Feira Viva sem Glúten, com oficinas, palestras, exposição de produtos e uma praça de alimentação. A expectativa, segundo a organização, é de que até 500 pessoas passem pelo local diariamente. Na manhã desta quinta, os primeiros visitantes aproveitaram para conhecer e experimentar a variedade de produtos expostos pelos 26 expositores de Juiz de Fora e outras partes do país. Nos estandes, a única característica comum entre as diversas opções era a ausência de glúten em todos os alimentos. A proteína, que está presente no trigo, aveia, centeio, cevada e no malte, não pode ser consumida por pessoas com a doença celíaca e, em alguns casos, por quem é sensível à substância. Naqueles que se enquadram nesses perfis, o consumo pode ocasionar reações que vão desde problemas intestinais a distensão abdominal, alergias e problemas de pele, entre outros sintomas.
Após o diagnóstico, um dos primeiros desafios dos celíacos é o de adaptar a dieta. "Precisamos juntar produtores e consumidores para criar um selo que ateste a qualidade do que é consumido. Durante esses três dias, teremos a oportunidade de reunir essas pessoas para darmos um pontapé importante nessa iniciativa", comentou o organizador da feira, Chico Mendonça. "Não podemos esquecer que estamos falando de saúde. Os produtos precisam ser seguros para o consumo. Ainda faltam leis que nos digam como devemos trabalhar. O selo, nesse caso, seria excelente para o mercado em geral", concordou uma expositora de São Paulo, Graziela Luchini.
Atualmente, em Juiz de Fora, a maior parte da oferta de produtos sem glúten está em empórios. Consumidores e fornecedores reclamam da dificuldade de exposição em grandes estabelecimentos. "Mesmo quando estão lá, ficam perdidos sem identificação. Em São Paulo, já tramita um projeto de lei que obrigará os supermercados a terem gôndolas específicas. Seria benéfico para toda população", diz outro expositor, Sérgio Flora.
Oficinas e gastronomia
Atualizada às 19h59
Para quem passa por essas dificuldades, as oficinas da feira são um atrativo, tanto que as vagas estão esgotadas. Os participantes – consumidores de produtos sem glúten e profissionais que querem oferecer essa opção no mercado – estão tendo a oportunidade de aprender a preparar alimentos com mais qualidade e segurança. A alta gastronomia também não ficou de fora. O reconhecido confeiteiro Zelmar Ricceto mostra em uma oficina que acontece nesta sexta, a partir das 9h, diversas opções para incrementar receitas. "Percebi, nos últimos anos, um aumento na procura por produtos como pães, massas e biscoitos sem glúten. Então, também resolvi colocar uma visão artística e bela ao que é consumido".
Entre tantas possibilidades, a professora Nilza Cardoso, 53 anos, se sentiu em casa. "É muito bom estar em um lugar onde posso ter contato com tanta informação e tantos produtos. Há cinco anos descobri minha sensibilidade ao glúten. Tinha rachaduras na pele que apareciam se explicação. Demorei muito para conseguir um diagnóstico, que veio por meio da ajuda de uma nutricionista, após três meses restringindo a minha alimentação, saí da crise e ganhei qualidade de vida", contou a enfermeira.








