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Motofretistas reivindicam mais vagas para estacionar


Por MICHELLE CLARA Repórter

07/10/2012 às 07h00

A escassez de vagas para motocicletas que realizam entregas é um problema em vários pontos da cidade. Segundo os motofretistas, não existe uma legislação que regulamente espaços separados destinados aos veículos particulares e aos prestadores de serviço. O resultado é a dificuldade da categoria para atuar, principalmente na área central.

O motofretista Ricardo Guimarães trabalha com entregas há quatro meses e reclama da situação. "Como não há regulamentação baseada nas necessidades dos condutores , existe uma ‘briga’ pelos espaços. No Centro, é complicado encontrar vagas e, em muitas ocasiões, precisamos andar por todo o quarteirão até conseguirmos estacionar." A motofretista Maza Dias lembra que existem propostas para resolver a situação. Maza trabalha há 12 anos no ramo e defende a necessidade de adaptação dos espaços. "Muitas vezes, quem está em moto de passeio ocupa a vaga durante todo o dia, sendo que uma de entrega utiliza o lugar por aproximados 30 minutos." A sugestão da condutora é que seja organizado o espaço e intensificada a fiscalização. Proprietário de uma empresa de motofrete, Sérgio Luiz de Oliveira defende que pontos como os das ruas Santa Rita, Marechal Deodoro, Braz Bernardino, São João e Avenida Getúlio Vargas precisam ser reorganizados. "Desta forma, todos serão beneficiados."

Conforme esclareceu o presidente da Associação de Motoentregadores de Juiz de Fora, Antônio Carlos Lourenço, conhecido como Toninho Motoboy, na última semana, uma reunião com representantes da Settra apontou para uma solução satisfatória. "Durante a conversa, foi comunicado sobre o projeto de colocação de placas para separar os veículos de entrega dos particulares. Estamos aguardando esta mudança para buscarmos outras medidas em favor da categoria."

A subsecretária operacional de Transporte e Trânsito, Roberta Ruhena, destacou que o estudo para verificar a necessidade apontada pelos motofretistas deve ser concluído no fim deste mês. A expectativa da Settra é reservar 30% das vagas de motos no Centro para a entrega. Conforme o último levantamento do órgão, foram contabilizadas 548 estacionamentos para motos na área central de Juiz de Fora. Entretanto, ela ressalta que, para criar estes espaços, perdem-se vagas na Área Azul.

 

Encontro para novas decisões

Os motofretistas pararam o Centro no dia 10 de agosto durante um protesto em que mais de 200 profissionais participaram. Por duas horas, o trânsito, já complicado na hora do rush, ficou engarrafado. Entre as reivindicações do grupo naquela ocasião estava a criação de áreas de carga e descarga para as motocicletas com emplacamento vermelho, a liberação do carona fora do horário de serviço e a permissão para o transporte de latas de tinta que, segundo a resolução 356 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), estaria vetado. No caso dos caronas, após reunião na delegacia da Polícia Civil, os motofretistas de Juiz de Fora foram autorizados a transportá-los quando não estiverem equipados com dispositivo de carga móvel (baú).

A ata com a decisão foi assinada em 17 de agosto por representantes das polícias Civil e Militar, do Detran, da Settra, além de representantes de empresas de inspeção veicular. Quanto ao transporte de latas de tinta, ainda não está claro o tipo de produto que deve ser considerado proibido. A assessoria da Polícia Civil informou que um novo encontro deve ocorrer este mês, quando o assunto será retomado.