JF tem 411 candidatos na disputa pela Câmara
O salário de R$ 15 mil, mais R$ 5 mil para custeio de despesas e o benefício de poder contratar até sete assessores não foram suficientes para elevar o número de candidatos a vereador de Juiz de Fora. Para a disputa deste ano, foram realizados 411 pedidos de registro de candidaturas, dez a mais do que em 2008. Dos 27 partidos no páreo, apenas em cinco casos foram apresentadas composições completas. A obrigatoriedade de um terço dos concorrentes ser do sexo feminino independentemente do tamanho da chapa é apontada pelos dirigentes como principal motivo do tímido aumento de candidatos. Vários daqueles que estiveram no páreo em 2008 e não voltaram neste ano culpam o elevado custo da campanha. O fato de o município ter apenas 19 cadeiras em disputa, quando poderia dispor de até 25, também é apresentado como justificava de desistência de muitos ex-candidatos.
Dos 411 candidatos a vereador, cerca de 40% devem caminhar com a candidatura à reeleição do prefeito Custódio Mattos (PSDB). O destaque dos governistas fica por conta da aliança entre PTC e PP, que vem com quatro vereadores no exercício do mandato – Luiz Carlos dos Santos (PTC), José Tarcísio (PTC), Chico Evangelista (PP) e Antônio Martins (Tico-Tico, PP) -, além de três ex-parlamentares – Cidão dos Esportes (PTC), Luiz Coelho (Pardal, PTC), Eduardo Novy (PTC). A chapa já lidera as apostas como aquela com possibilidade de eleger o maior número de vereadores. Por outro lado, com reduzidas chances de conquistar uma cadeira na Câmara Municipal, estão PSTU, PCB e PRP. As três siglas, que possuem candidatos a prefeito, têm juntas apenas oito concorrentes ao Parlamento.
Com a vinda do PRB para sua composição, a candidata Margarida Salomão (PT) terá ao seu lado o segundo contingente de candidatos a vereador. A expectativa fica em torno do desempenho da chapa do PT que, em 2008, conseguiu emplacar três vereadores – Wanderson Castelar, Flávio Cheker e Roberto Cupolillo (Betão) – e perdeu a companhia do PCdoB neste ano. Os comunistas fazem dobradinha com o PSB. O caso do PMDB é semelhante ao do PT. Após formar uma bancada com três nomes – José Sóter de Figueirôa, Júlio Gasparette e Bruno Siqueira (sucedido por Francisco Canalli) -, o partido luta para repetir a dose, mesmo sabendo da ausência de Bruno, recordista de votos em 2008. PV e PSL seguem com chapas independentes. No caso do PSL, a principal vedete é o ex-prefeito Alberto Bejani, que protocolou pedido de registro de candidatura e, por ora, ainda não foi contestado.








