PM leva companhia para Praça da Estação

Imóvel ainda passa por reformas
A Praça da Estação é alvo de queixas de frequentadores, pedestres e comerciantes por conta da situação de insegurança. Até a Polícia Militar admite que o espaço público concentra ocorrências de furtos, assaltos, prostituição, tráfico de drogas e brigas entre grupos rivais, além de facilitar a evasão de criminosos, uma vez que serve de acesso a diversas rotas de fuga. Com a intenção de inibir esses delitos e dar maior mobilidade ao patrulhamento na região Central do município, a 30ª Companhia da PM, que atualmente está sediada no Bairro Granbery, passará a ocupar um imóvel na Praça da Estação no final deste mês. A notícia da transferência foi bem recebida pelas pessoas que trabalham e frequentam o espaço. Para um aposentado, de 71 anos, que não passa um dia sem frequentar a praça, já era tempo de algo ser feito em prol do lugar. "Aqui, notamos a presença de pessoas suspeitas que ficam à espreita, esperando a oportunidade de cometer assaltos. Eles ficam de olho em quem passa para seguir a vítima até achar um local para roubá-la". Há 35 anos com uma lanchonete no local, um comerciante de 54 anos afirma que a presença da companhia só irá trazer melhorias para a segurança. "Aqui há muitas brigas de mendigos. Isso acontece diariamente, assustando as pessoas."
A questão da prostituição, que também provoca desavenças entre mulheres e travestis, é apontada pelas pessoas como fator que necessita de atenção das autoridades. Segundo uma atendente de farmácia, 37, "às vezes a coisa fica feia com a ocorrência de brigas entre essas mulheres". "Com a presença dos policiais, esta situação espero que diminua." Outro comerciante estabelecido há 28 anos no entorno da praça ressalta que a área atrai pessoas que vêm de todos os bairros e de outras cidades, o que para ele, contribui, para aumentar as ocorrências policiais. "A presença física da PM aqui irá inibir a criminalidade."
Quem espera pelo transporte público na Avenida Francisco Bernardino, em frente à praça, no período da noite, também reclama da insegurança naquele entorno. "Depois do colégio, fico no ponto até por volta das 23h, e já presenciei dezenas de situações suspeitas, que deixam a gente com medo, inclusive de pessoas traficando e consumindo drogas. Com policiais na praça, não vou mais me sentir insegura quando atravessá-la", diz uma estudante, de 19 anos.
Rapidez no deslocamento
De acordo com o comandante da 30ª Cia, capitão Yoshio Yamaguchi, como a unidade faz o patrulhamento do Centro e bairros adjacentes, o efetivo, que chega a 200 policiais, vai ganhar mais rapidez em seu deslocamento com a sede ocupando a Praça da Estação. "Estando sediados no Granbery, os militares levam certo tempo para o deslocamento até o local de atuação, tendo em vista que a maior parte do efetivo faz o patrulhamento na modalidade a pé. Para chegar em alguns postos no Centro, gasta-se, geralmente, cerca de 15 minutos. Mudando para a praça, vamos ganhar tempo", avalia o capitão, que completa.
Rota
Outra situação considerada estratégica pelo comando da 30ª Cia da PM no que diz respeito ao novo endereço tem a ver com a passagem de nível localizada na Rua Halfeld. "É um acesso que leva a diversos bairros, usado, estatisticamente, pela maioria dos autores de crimes como rota de fuga", diz Yamaguchi, acrescentando que, com a permanência da PM no local, será possível fazer um fecho mais detalhado e mais eficiente na região Central. Ele ainda argumenta que a melhor localização da companhia vai facilitar o lançamento do efetivo, que também agrega duas viaturas do modelo Blazer, um camburão, cinco motocicletas e oito viaturas básicas. O comandante ainda frisa que, com a mudança, o Granbery em nada vai perder, uma vez que o policiamento lançado no bairro é realizado por meio de motocicletas e viaturas.
Combate a brigas de gangues
A Praça da Estação, junto com alguns outros pontos da região Central, tem sido usada com campo de confrontos entre adolescentes. Em janeiro deste ano, a Polícia Militar registrou a ocorrência de um jovem, de 17 anos, que foi baleado no braço, e outro, de 18, ferido de raspão nas costas, durante uma briga generalizada na Praça da Estação, que também provocou correria da população no final de tarde. Na ocasião, os policiais conseguiram apreender quatros adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos, e um maior, 19, que estariam envolvidos no tumulto.
Segundo o capitão Yoshio Yamaguchi, para combater as rixas, foram criados grupos que atuam independentemente de sua localização. "Estes fazem o acompanhamento referente a brigas marcadas em Orkut (na internet) e outras redes sociais e monitoramento das pessoas que já participaram desse tipo de ocorrências", enfatiza, lembrando que, atualmente, o Centro não conta mais com a realização de bailes funk, que levava a problemas com relação ao enfrentamento de galeras. Ele ainda relata que a PM identificou estudantes que estavam causando problemas de segurança. "Estes transtornos foram sanados com projetos comunitários lançados pela corporação e com o Grupamento de Orientação Escolar (Goe). Hoje é perceptível que não sofremos mais com esta situação."









