Preocupação com junção de turmas
Um grupo de professores e alunos do Instituto Estadual de Educação (Escola Normal), juntamente com representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), repassou ontem à Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Juiz de Fora a preocupação com a possibilidade de junção de turmas do colégio. A informação é que uma turma do sétimo ano do ensino fundamental seria desmembrada, e os alunos alocados em outras salas do mesmo ano. A proposta também afetaria classes de ensino médio e magistério.
Conforme a coordenadora de comunicação do Sind-UTE, Yara Aquino, o sindicato se posiciona contrariamente à união das classes. Esse grupo foi hoje (ontem) à SRE demonstrar o descontentamento com essa possibilidade. Tememos que a qualidade do ensino seja prejudicada, que as salas fiquem superlotadas e que possa haver redução no quadro de professores, explica Yara.
Segundo informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação, o remanejamento de turmas e alunos no início do ano letivo é uma atividade natural, que cabe à direção da escola a partir de orientação da inspeção escolar e da verificação do número de alunos por classe. De acordo com a pasta, a situação ainda está sendo avaliada pelos inspetores. A assessoria informa que o remanejamento estudado é referente a uma turma do sétimo ano do ensino fundamental, uma do terceiro ano do ensino médio e três do curso de formação de educador infantil – o magistério.
Informações repassadas pelo setor dão conta de que a turma do sétimo ano em questão teria 28 alunos, sendo que 35 é o número máximo de estudantes por sala. Assim, haveria possibilidade de desmembrar uma sala, completando as demais classes da mesma série. No terceiro ano, ocorreria o mesmo, já que três turmas teriam aproximadamente 20 estudantes em cada, enquanto que a legislação permite até 40 por sala. A proposta seria desmembrar uma dessas classes. No magistério, três turmas somam 57 alunos, havendo possibilidade de manter apenas duas classes.
Professor da escola e um dos diretores da subsede local do Sind-UTE, Júlio Cezar Lang Doria questiona a fusão. A legislação fala que o número máximo é 35, e não que todas as salas devem ter 35 alunos, mesmo porque algumas nem comportam fisicamente essa quantidade. Inchar as salas de aula só prejudica o trabalho dos educadores e demonstra que, em Minas, os gestores estão mais preocupados em reduzir custos do que em manter a qualidade.
Estudantes da escola informaram que realizarão protesto como forma de demonstrar a insatisfação com a proposta de junção das turmas.









