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Vice-governador garante permanência de Custódio e Jucá após reforma

Em entrevista à CBN, Paulo Brant fala sobre rombo nos cofres mineiros, dificuldade de pagamento dos servidores e futuro da Cemig

Por Tribuna

07/02/2019 às 21h04- Atualizada 08/02/2019 às 18h57

Brant voltou a defender uma bandeira levantada pelo novo Governo desde a campanha eleitoral, que é a busca pela renegociação das dívidas do Estado com a União (Foto: Fernando Priamo/Arquivo TM)

Entrevistado nesta quinta-feira (7) no programa Pequeno Expediente da Rádio CBN Juiz de Fora, o vice-governador Paulo Brant (Novo) afirmou que o secretário de Governo, Custódio Mattos – ex-prefeito juiz-forano -, e a secretária de Impacto Social, Elizabeth Jucá, devem seguir no primeiro escalão do Governo de Minas após a reforma administrativa encaminhada pelo Governo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) esta semana. Custódio e Elizabeth são considerados como os “representantes” da cidade na gestão do governador Romeu Zema (Novo). O texto que pretende revisar a estrutura organizacional do Estado e propõe a redução do número de secretarias estaduais das atuais 21 para 12 ainda precisa ser aprovado pelo Legislativo mineiro. “No caso da Secretaria de Impacto Social, ela terá seu nome alterado, e, assim, Jucá, que está fazendo um ótimo trabalho, será a secretária de Desenvolvimento Social. Custódio segue como secretário de Governo”, afirmou Brant.

O vice-governador ainda fez um balanço do primeiro mês do Governo Zema, destacando ações como a proposta de reforma administrativa e outras para cortes de gastos da máquina pública, citando também a atenção da Administração após o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro. “Este primeiro mês serviu para que fizéssemos uma avaliação mais rigorosa da situação econômica e financeira do Estado. Como já era conhecido, durante o período de transição, tivemos acesso parcial aos dados. Então, este início de mandato serviu para entendermos melhor o tamanho da crise no Governo.”

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Ainda de acordo com Brant, o rombo dos cofres mineiros vai além do déficit de R$ 16 bilhões constante do orçamento para o exercício financeiro de 2019. “O mais complicado é o passivo que herdamos. Há casos que precisamos resolver em um prazo muito curto, como as dívidas com os municípios por conta de atrasos nos repasses. Herdamos também problemas relacionados à folha de pagamento dos servidores, com o 13º atrasado. Há também dívidas com fornecedores, com risco até de interrupção do fornecimento. O mais grave, além do déficit, são estes passivos”, reforça o vice-governador, que mostrou-se especialmente preocupado com a situação do funcionalismo público. “Não é concebível que o estado não pague seus servidores em dia. Mas ainda não tivemos tempo para resolver isto.”

Neste sentido, Brant voltou a defender uma bandeira defendida pelo novo Governo desde a campanha eleitoral, que é a busca pela renegociação da dívidas do Estado com a União. O próprio vice-governador disse estar envolvido nas negociações. “Estive em Brasília três vezes para conversar isto. O Governo federal tem mostrado muita simpatia pela causa de Minas, pois já percebeu que nosso Governo vai fazer o melhor possível para reequilibrar as contas”, afirmou. Sobre as possíveis contrapartidas necessárias para a renegociação, Brant destacou que as conversas ainda precisam avançar. O Governo federal precisa nos ajudar. A forma de ajuda ainda está sendo conversada. Se fosse uma luta de boxe, eu diria que estamos no ‘corner’ recebendo demandas de todos os lados”, considerou.

Privatização da Cemig não está definida

Brant também afirmou que ainda não foi batido o martelo sobre a possibilidade de privatização da Cemig, como contrapartida a um possível acordo de repactuação das dívidas do Estado com a União. Após ter sido eleito, ainda no ano passado, Zema reafirmou anseio em efetivar a alienação da empresa pública e chegou a afirmar que “gostaria de recuperar a empresa e gostaria de privatizá-la no momento oportuno”. “No processo de negociação, vamos encontrar alternativas que atenda o Governo federal e seja boa também para Minas. No caso da Cemig, temos absoluta convicção de que se a empresa for gerida de forma profissional daqui para frente, ela vai aumentar de valor”, pontuou.

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